Situação actual, e planos gerais

Não sei de quem é a frase originalmente, mas para sabermos para onde vamos temos primeiro de saber onde estamos. Portanto, aqui vai. A 8 de Maio de 2018:

Dívidas (valores arredondados):

  • crédito de 29000€ (consolidação de outros no passado) por pagar (faltam pouco mais de 8 anos)
  • crédito de 2100€ por pagar (faltam pouco mais de 2 anos)

Soma das mensalidades: 600€

Total de créditos: 31100€
  • 3 cartões de crédito com 3500€ de dívidas no total
  • dívida restante de 666€ à família, do carro comprado o ano passado (a pagar nos próximos 2 meses)

Total de dívidas: 35000€

Não é o fim do mundo (comparado com quem esteja a pagar a casa, carros novos, etc.), mas mesmo assim não havia nenhuma necessidade disto… enfim, foram erros de quando era jovem e tolo, e cujas consequências têm de ser resolvidas.

Plano geral:

  1. pagar os cartões de crédito na íntegra (e o carro, que está quase), o que numa estimativa relativamente conservadora (isto é, sem esperar “perfeição” da minha parte, e ainda contando com um imprevisto ou dois) deve demorar uns 7 meses;
  2. juntar um fundo de emergências de pelo menos 1-2K;
  3. depois disso, usar a “folga” extra para juntar fundos (possivelmente guardados pelo menos parcialmente em index funds/ETFs, para evitar a desvalorização devida à inflação) para eventualmente pagar o resto dos créditos antecipadamente;
  4. tentar viver com (idealmente) 50% do que ganho por mês (incluindo dos sites e afins), investindo o resto;
  5. manter a frugalidade tanto quanto possível, o que é um hábito relativamente recente na minha vida (obrigado, MMM), sobretudo em questões de entretenimento, e tendo especial cuidado quando os cartões finalmente estiverem pagos e eu me sentir mais “folgado” do que nos últimos anos, o que pode originar novas tentações;
  6. tentar arranjar outras fontes de rendimento e/ou incrementar as existentes (novos projectos/sites? promoções no trabalho? mudança(s) de emprego? escrever um livro? algo completamente diferente? Vamos ver…), sem que isso signifique um aumento equivalente dos gastos (o que acontece com muita gente, que gasta tudo o que ganha — e depois vê-se “à rasca” — quer ganhe 10K ou 20K…);
  7. Profit!! Eventual independência financeira, quando os investimentos atingirem (conservadoramente acho eu — mas este valor pode ser revisto no futuro) uns 500K. Isto sem quaisquer dívidas, é claro.

Naturalmente, nenhum plano de batalha sobrevive ao contacto com o inimigo, pelo que terei de ser capaz de me adaptar a possíveis situações: filhos, doenças, imprevistos, etc.. Mas acredito que, em linhas gerais, será possível (e que mesmo um sucesso parcial será melhor do que não fazer nada).

O início…

Estou a escrever isto tipo “stream of consciousness”, por isso é possível (provável, até) que posteriormente volte a este post para aumentar a sua coerência. 🙂 OK, comecemos:

Este é um blog sobre, eventualmente, vários assuntos: finanças pessoais, poupança, frugalidade (com possivelmente algum minimalismo à mistura), investimentos, e independência financeira. Sem querer entrar em grandes detalhes pessoais (até preferia manter algum anonimato, pelo menos tanto quanto possível), tenho mais de 40 anos, trabalho há mais de 20, e apesar de ganhar relativamente bem para o país em que vivo (Portugal — e, sim, já revelei algo sobre mim, como se a minha forma de escrever não o tivesse já feito desde o início do post…), cheguei a esta idade não tão bem como seria de desejar — sem quaisquer poupanças, sem investimentos “palpáveis” (só “experiências” à volta de poucas centenas de euros), com vários créditos e cartões de crédito para os quais vai bastante dinheiro todos os meses, e com a possibilidade de independência financeira (leia-se: não precisar de trabalhar, e viver só dos investimentos, rendimentos passivos, etc.) ainda muuuuito longe. Ao mesmo tempo, há várias coisas que adoro fazer (hobbies, etc.) e que cada vez mais provocam ressentimento com a vida actual por não ter tempo para elas, e não queria poder fazê-lo só depois dos 60 e quantos (sei lá qual é a idade actual de reforma em Portugal), pelo que essa independência é cada vez mais desejável.

As únicas vantagens: tenho a casa paga (o que não foi graças a mim) e tenho uns sites (nenhum dos quais é um blog) que me dão algum dinheiro todos os meses.

A ideia deste blog, portanto, é um misto de várias coisas: por um lado clarear e/ou apontar ideias, documentar experiências, puxar por mim próprio, e partilhar o que vou aprendendo, tanto para uso pessoal posterior como, espero eu, para eventuais leitores.

Isto pode mudar completamente no futuro (como disse no início, este post é mais um “rascunho” que outra coisa), mas a minha ideia, para já, é fazer algo como um misto de vários blogs existentes de vários tipos, desde um Diário das minhas finanças pessoais até um Mr. Money Mustache. Ou seja, se por um lado quero documentar gastos e poupanças (mas não de forma exaustiva ou repetitiva: ninguém vai querer saber coisas tipo “hoje poupei 80 cêntimos não pedindo sobremesa” pela Nª vez), por outro quero escrever sobre o que vou aprendendo, evoluindo e, espero eu, fazendo — idealmente, de forma a ser também útil a outros. E, ao mesmo tempo, terei o desafio de por um lado ser informativo e detalhado, e por outro não revelar valores como ordenados, contas bancárias, e afins.

O nome do blog? Já tinha este domínio (ovelhaostra.com) há uns bons anos; cheguei a usá-lo para um fórum de uma equipa à qual pertenci em tempos, mas desde então não estava a fazer nada com ele… e assim evito ter de registar outro. Poupança! 🙂

E pronto, para já é isto.