Gastos semanais: Semana #15 (11 a 17 de Agosto de 2018)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 62€ – telecomunicações (mensal)
  • 51€ – electricidade (mensal)
  • 177€ – compra de supermercado

Gastos no cartão de refeição:

  • 35€ – 4 refeições

Gastos no cartão de crédito

  • 5€ – jogo
  • 4€ – ebook
  • 43€ – comics no Comixology

Resultados:

Gastos totais: 377€
Gastos em entretenimento: 52€ (13.7% do total).

Outro mês em que as despesas de entretenimento foram mais do que o normal, sobretudo os comics (que, além das coisas assinadas, incluíram a compra de comics específicos). Ando numa fase de ler imensos comics em casa, mas de qualquer forma isto foi mais do que devia. A despesa de supermercado deveu-se sobretudo a ter a casa “vazia” depois das férias, mas também doeu um bocado.

Enfim, mesmo assim o balanço total do mês será positivo, como dará para ver no mapa de responsabilidades do fim de Agosto (que ainda demorará mais de um mês a sair — ainda nem está disponível o de Julho…). Mas tenho de ver se acelero mais isto (o que implica gastar menos, para ter mais para limpar dívidas).

“Low-hanging fruit”

“Low-hanging fruit” (pode-se traduzir — não literalmente, mas a ideia é essa — por “fruta baixa na árvore”) é o termo usado (em N contextos, mas mais frequentemente usado ao discutir-se determinado projecto numa empresa) para as tarefas/passos que mais facilmente produzem resultados desejáveis, e, por isso, pelas quais em geral faz todo o sentido começar.

"Low-hanging fruit"
Fonte

A origem do termo é a ideia de uma árvore carregada de fruta: na parte inferior da árvore a fruta é fácil de apanhar (bastando esticar o braço), mas eventualmente essa acaba, e para obter o resto da fruta já é preciso usar outros métodos (subir à árvore, etc.). E, eventualmente, estando a árvore quase esgotada, é possível chegar-se a um ponto em que só resta uma ou outra peça de fruta, minúscula, e quase inacessível, e que pode não valer o esforço de a tentar alcançar (ver “diminishing returns”, quando escrever esse post 🙂 ).

Em termos mais genéricos, ao tentar atingir-se um objectivo, em geral há coisas fáceis e óbvias, e que produzem resultados positivos imediatos, fazendo então sentido começar pelas mesmas, já que dessa forma se consegue a melhor relação ganhos/esforço.

Este conceito pode-se aplicar em diversos contextos na vida. Por exemplo, ao começar-se a poupar, sobretudo se a pessoa tiver sido relativamente consumista no passado, de certeza que há várias coisas nas quais que a pessoa gastava imenso dinheiro sem tirar grande proveito delas, ou para as quais existem alternativas a uma fracção do custo. 1. E faz, naturalmente, todo o sentido começar por olhar para essas despesas maiores e mais facilmente reduzíveis, em vez de as deixar ficar e em vez disso andar a tentar poupar “tostões” de formas que impliquem esforço e/ou sacrifício.

Da mesma forma (e mais sobre isto nos “diminishing returns”), eventualmente chega-se a um ponto em que a fruta que resta nas partes mais inacessíveis da árvore já não compensa o esforço necessário para a apanhar, sobretudo se existirem outras árvores por perto. Em termos financeiros, trabalhar horas para poupar cêntimos provavelmente não será a melhor forma de investir o nosso tempo — fará talvez mais sentido olhar para outras áreas da vida ainda por “explorar”, ou em alternativa tentar incrementar os rendimentos de alguma forma (projectos, promoções, biscates, etc.).

Isto tudo para dizer: em termos de poupanças (e não só), faz sentido atacar primeiro onde se pode fazer mais “estragos” — não vale a pena tentar poupar cêntimos aqui enquanto se está a desperdiçar dezenas ou centenas de euros ali.

Gastos semanais: Semana #14 (4 a 10 de Agosto de 2018)

Isto anda meio parado, eu sei… em grande parte é porque a cabeça entrou em “modo férias”, e, mesmo depois de uma semana de trabalho, ainda não voltou ao “normal”. Enfim, mais uns dias e vai ao sítio. Pelo menos esta semana escrevo este post sem atrasos. 🙂

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 36€ – IUC (anual)
  • 14€ – gás (mensal)

Gastos no cartão de refeição:

  • 39€ – 5 refeições

Gastos no cartão de crédito:

  • 13€ – 2 ebooks
  • 55€ – comics no Comixology (assinaturas, e alguns comprados directamente)
  • 30€ – jogo de PS4

Resultados:

Gastos totais: 187€
Gastos em entretenimento: 98€ (52.4% do total).

Mais entretenimento que nos últimos meses… enfim, o valor absoluto não é muito, desde que não torne isto (outra vez) regular.

Gastos semanais: Semana #13 (28 de Julho a 3 de Agosto de 2018)

Outra vez com uns dias de atraso… enfim, estava de férias, e estava mesmo a precisar de descansar a cabeça. Não só não escrevi aqui (sem contar com estes posts dos gastos semanais, e mesmo esses com algum atraso), como também não andei a ler livros sobre finanças e desenvolvimento pessoais, como tinha inicialmente pensado (e como fiz nas férias anteriores, já agora); acho que às vezes uma pessoa precisa mesmo de se “desligar”. Mas agora estou de volta, e há muito a fazer.

Anyway:

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 119€ – compras de supermercado
  • 24€ – compras em lojas chinesas (para a casa de férias — já ficam para os próximos anos)

Soma-se a isto mais pagamentos de cartões, créditos, etc.

Gastos no cartão de refeição:

Nada! 🙂

Gastos no cartão de crédito:

  • 8€ – assinatura no Comixology
  • 15€ – coisas que suporto no Patreon (mensal)
  • 49€ – servidores alugados (já reduzido desde o mês passado, mas como o cancelamento dos servidores não usados foi a meio do mês, no próximo será ainda menos) (mensal)

Resultados:

Gastos totais: 215€
Gastos em entretenimento: 23€ (10.6% do total).

As compras de supermercado voltaram a ser um bocado altas, mas incluíram, além das várias refeições em casa, várias coisas entretanto trazidas para cá (tanto alimentos como coisas mais definitivas).

Gastos semanais: Semana #12 (21 a 27 de Julho de 2018)

Com uns dias de atraso (devia ter sido postado na sexta-feira, dia 27), mas, ei, estou de férias. 🙂 Aqui vai, então:

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 170€ – compras de supermercado (para as férias, já cá “em baixo”)
  • 44€ – seguro de saúde

Houve também o pagamento dos cartões de crédito, mas isso não se inclui aqui, como falado anteriormente.

Gastos no cartão de refeição:

  • 28€ – refeição (para 2 pessoas) (não tenho sido eu a pagar a maior parte das vezes, além de que se tem tentado comer mais vezes em casa)

Gastos no cartão de crédito:

  • 23€ – assinatura (2 créditos) do Audible (mensal)
  • 10€ – assinatura do Office (mensal)
  • 11€ – assinatura do Netflix (mensal)
  • 7€ – assinatura do Google Music (mensal)
  • 20€ – jogo no Steam (já fiz anos, a semana passada, por isso já posso voltar a comprar jogos. 🙂 Mas mesmo assim não antevejo muito mais compras, no futuro próximo, tanto aqui como depois das férias; este era um em relação ao qual já tinha curiosidade há uns bons meses, além de ser algo “leve” e que o meu PC actual (já velhinho, mas que também teve direito a vir de férias 🙂 ) aguenta bem)

Resultados:

Gastos totais: 313€
Gastos em entretenimento: 61€ (19.4% do total).

Acho que não foi muito mau. os gastos em supermercado foram significativos, mas a ideia tem sido comer a maior parte das vezes em casa, e também deixá-la (é emprestada, de família) tão ou mais “atestada” do que estava. A maioria do entretenimento foi coisas mensais. E o subsidio de Verão permitiu dar uma boa “pancada” nas dívidas dos cartões — agora é esperar pelo próximo mapa de responsabilidades, que sairá lá para o fim de Agosto.

Evolução mensal das dívidas #3 (30 de Junho de 2018)

Mais um mês, mais um mapa de responsabilidades de crédito, por isso vamos ver como as coisas evoluiram desde a última vez:

  • Cartões de crédito: 2670€ (menos 350€ que no mês anterior)
  • Créditos: 30590 (menos 225€ que no mês anterior)
  • Carro: 0 (menos 333€ que no mês anterior)

Total em dívida: 33260€.

Evolução dos cartões de crédito + carro: menos 683€.

Evolução total desde o fim de Maio: menos 908€.

Bem bom! 🙂 Infelizmente, tive de usar um cartão de crédito para o esquentador comprado este mês, pelo que a dívida dele voltou a aumentar, mas vou poder compensar isso com o subsídio de Verão (a receber este mês — provavelmente já amanhã). E não ter mais prestações do carro para pagar também ajuda.

Entretato, continuo de férias (até dia 6), pelo que os gastos actualmente são um bocado diferentes dos habituais. Vamos ver como é que isso afecta o balanço de Julho (disponível lá para 20 de Agosto).

Gastos semanais: Semana #11 (14 a 20 de Julho de 2018)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 33€ – água
  • 39€ – telecomunicações (acerto) (mensal)

Gastos no cartão de refeição:

  • 32€ – 4 refeições (almocei um dia em casa por ter de passar a manhã à espera da instalação do esquentador)

Gastos no cartão de crédito:

  • 62€ – supermercado
  • 24€ – renovação de uma licença de software (anual)
  • 50€ – Tempest 4000 (sim, comprei-o duas vezes, na PS4 e no Steam. Em parte para suportar os autores, em parte porque a forma ideal de o jogar é na PS4, mas vou de férias amanhã e só levo o laptop, e em parte porque, como tinha mencionado já em Maio, esse era um de dois jogos que eu tinha dito que seriam os únicos que iria comprar até fazer anos (para a semana), e o outro acabou por me ser oferecido, portanto… anyway, é justo. De alguma forma. 🙂 )
  • 37€ – comics no Comixology

Resultados:

Gastos totais: 277€
Gastos em entretenimento: 87€ (31.4% do total).

Por um lado os gastos não foram enormes (sobretudo se comparados com a monstruosidade que foi o esquentador o mês passado), por outro lado o entretenimento foi… mais que o normal, tanto em valor absoluto como em termos relativos. Enfim… por um lado estava tudo já mais ou menos previsto, já há alguns meses (ou seja, não foi impulsividade), e por outro estou quase a fazer anos. 😉

Amanhã, como disse, vou de férias, durante duas semanas. Ainda não sei como vai ser em termos de posts; pelo menos os das despesas semanais devem aparecer por aqui, além do da evolução mensal das dívidas (possivelmente ainda este fim de semana), e também queria ver se escrevia sobre os vários conceitos que ainda faltam. Mas é possível que haja menos posts que habitualmente. Por outro lado, tenciono ler vários livros sobre finanças pessoais e desenvolvimento pessoal, e isso pode-me dar vontade de esccrever mais… We’ll see.

Poupar nas férias: ideias?

Já andava a pensar em escrever isto há algum tempo, depois dos posts equivalentes sobre poupar no entretenimento, no supermercado, ou em casa. Hesitei até agora, porém, já que “férias” é um conceito muito mais variado do que os outros; ou seja, há imensos tipos de férias, desde alugar uma casa/bungalow/etc. num sítio, passando por acampar em um ou mais locais, até à ideia mais “aventureira” de pôr uma mochila às costas e ir à aventura, não sabendo à partida onde é que se vai dormir cada noite, e possivelmente atravessando um continente de um lado ao outro. E, sem que isso seja rígido, em geral uns desses tipos de férias apelam mais a pessoas mais jovens (perto dos 20s), sendo outros mais atraentes a quem já tenha mais idade (e possivelmente família).

Com toda esta variedade, é difícil arranjar conselhos que sirvam para todos os casos, daí a minha hesitação… mas, por outro lado, também me parece que mesmo que só uma pequena parte do post possa ser útil a cada um, isso já é melhor que nada.

Além disso, vou de férias este fim de semana (duas semanas em casa de família, emprestada, no Alentejo), por isso decidi não adiar mais. Afinal, não teria piada nenhuma estar a escrever sobre férias depois de elas terem acabado, não é? 😉

Tipo de férias:

Aqui, naturalmente, cada um tem as suas preferências, e não me parece viável argumentar contra ou a favor de um ou outro tipo. A única coisa que diria é que, se o tipo de férias desejado for “ficar X dias num sítio”, então, se for possível, poupa-se imenso se se conseguir ficar numa casa emprestada por alguém (familiares, bons amigos, etc.). Afinal, o alojamento pode ser das partes mais dispendiosas das férias. Uma desvantagem é que isso limita um pouco a escolha dos destinos (já que exige que alguém tenha casa lá), o que se pode tornar repetitivo ao longo dos anos. Uma possibilidade é alternar: nestas férias fico na casa de família do costume (o que não implica que lá depois só se vá aos mesmos sítios!), nas seguintes aceito gastar mais dinheiro e explorar novos destinos, etc..

De resto, também é útil ficar num sítio com cozinha, já que permite comer, em geral, por muito menos dinheiro. Isso pode ser uma casa alugada (ou emprestada), um bungalow, ou mesmo certos hostels (se bem que não tenho experiência com essa última alternativa).

Por último, o objectivo das férias pode variar: há quem dê prioridade à “aventura”/descoberta, há quem prefira a diversão/”borga” (mesmo em sítios já visitados no passado), e há quem tenha como objectivo principal descansar/des-stressar. Esse último tende a ser cada vez mais o meu caso — é a idade. 🙂

Quando:

Obviamente que, se se é louco/a por praia, então ir de férias no verão (mais precisamente, no verão no hemisfério de destino) é boa ideia, e pode-se aplicar o equivalente a outros tipos de férias (ex. na neve).

Mas, se não for o caso, e sobretudo se a ideia for, principalmente, descansar, então recomendo mesmo que se evite as “épocas altas”. Desta forma, não só os preços são em geral bastante mais baixos, como não há as muitidões, filas (tanto na viagem como no destino propriamente dito), “ultra-turismo” (em que tudo na cultura local é “abafado” pela necessidade de vender o mais possível aos turistas), etc. das referidas épocas.

Além de que Agosto é em geral o melhor mês para trabalhar, em Portugal: não há trânsito, os chefes e metade dos colegas estão de férias, há menos problemas, menos projectos novos, menos trabalho… 😉

Viagem:

Aqui não tenho muito a dizer; a maior parte das férias que faço são em Portugal, e levo o carro, mas depois por lá (seja onde for) tento deixá-lo parado e ir a todo o lado a pé, sempre que possível.

Ir de comboio pode ficar mais barato, e para sítios realmente longe o avião pode ser a melhor escolha, ou mesmo a única escolha. Mesmo aí, pode ser boa ideia comparar preços, ver que nível de desconforto se consegue tolerar, etc..

Ah, e uma sugestão que acho que se aplica a todos os casos: tentar reduzir a bagagem ao máximo. Há quem ache que, para ir de férias, tem de levar a casa toda atrás (“e se precisar do meu patinho de borracha? Nunca se sabe quando é que se vai precisar de um patinho de borracha…”), mas isso só tem inconvenientes: trabalho, tempo, falta de espaço para o essencial, custos (se for bagagem num comboio ou avião, ou gasolina adicional), e redução da mobilidade. A não ser que se vá ficar numa casa emprestada durante um período significativo, o ideal é limitarmo-nos a uma mochila por pessoa.

Alojamento:

Em parte já abordado no “tipo de férias”, acima. De resto, assumindo que não se consegue, ou não se escolhe, ficar em casa emprestada, isto também dependerá muito das preferências de cada um (que nível de luxo se quer, se se quer só cama para dormir (a qual até pode ser diferente noite após noite) ou se quer uma casa/apartamento/bungalow/etc. para ficar mais uns dias, cozinhando em casa pelo menos parte das vezes, etc.). Em termos de poupança, em geral o ideal (sem ser a casa emprestada) é escolher sítios o menos turísticos possível, já que os preços para turistas são sempre inflacionados. Isso pode implicar alguma pesquisa pré-férias (ou então ser-se ultra-extrovertido e fazer-se logo amizades com os locais à chegada), mas em geral valerá a pena.

Alimentação:

Em termos de restaurantes, tentar evitar os mais “turísticos”, com preços inflacionados; mais uma vez, isso pode implicar investigação e/ou perguntar aos locais onde é que eles normalmente comem (quando não o fazem em casa).

Mas ir sempre a restaurantes é algo que só faz sentido no caso de as “férias” serem o equivalente a um fim de semana (prolongado ou não). No caso de férias maiores (ex. uma semana ou mais), convém mesmo deixar os restaurantes para “ocasiões especiais”, e arranjar forma de comer em casa (ou no bungalow, hostel, etc.), por muito menos dinheiro, a maior parte das vezes.

Entretenimento:

Aqui também não há muito a dizer, excepto o (relativamente) óbvio: evitar coisas “turísticas”, tentar ir onde os locais vão, e preferir  experiências (idealmente novas) à compra de objectos.

E para já…

… é tudo. Mais ideias? 🙂