Gastos semanais: Semana #31 (1 a 7 de Dezembro de 2018)

Desculpem a repetição de posts de gastos semanais… mais uma vez, cansaço e questões pessoais impedem mais inspiração. A ver se isso se altera em breve (ainda queria fazer um post sobre o Natal, por exemplo).

Uma pequena novidade: a partir desta semana, já que deixei de usar o cartão de crédito no modelo de “comprar agora e pagar mais tarde“, os gastos no mesmo deixarão de estar separados dos da conta bancária. Da mesma forma, acho que não vale a pena separar os gastos no cartão de refeição: gastos são gastos; a diferença é que estes vêm de uma “conta” à parte, que é (actualmente) usada só para isto. A separação dos gastos só faz com que uma pessoa pense em termos de “gastos bons” e “gastos maus”, mas gastos são gastos.

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos da semana:

  • 32€ – gás
  • 49€ – aluguer de servidores
  • 15€ – Patreon
  • 18€ – Comixology
  • 6€ – ebook
  • 24€ – livro
  • 40€ – 5 refeições

Resultados:

Gastos totais: 184€
Gastos em entretenimento: 63€ (34.2% do total).

Semana média, parece-me. 

Gastos semanais: Semana #30 (24 a 30 de Novembro de 2018)

Quase com uma semana de atraso (desculpem, ando mesmo com a cabeça cansada), mas aqui vai…

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 225€ – seguro do carro (anual) (sim, já sei, provavelmente estou a ser roubado… 🙂 tenho de ver isso)
  • 44€ – seguro de saúde (mensal)
  • 34€ – água (mensal)

Gastos no cartão de refeição:

  • 43€ – 5 refeições

Gastos no cartão de crédito:

  • 49€ – vários videojogos (promoções de Natal… 😳 vêem o que quero dizer quando digo que “promoções” não passam de publicidade?)
  • 23€ – assinatura Audible (mensal)
  • 10€ – assinatura Microsoft Office (mensal)
  • 4€ – ebook
  • 7€ – assinatura Google Play Music (mensal)
  • 11€ – assinatura Netflix (mensal)
  • 19€ – comics no Comixology
  • 8€ – Kickstarter em que participei

Resultados:

Gastos totais: 477€
Gastos em entretenimento: 121€ (25.3% do total).

Não foi das semanas em que me portei melhor. 🙁 Por outro lado, o maior gasto foi o do seguro do carro, que é anual.

Gastos semanais: Semana #29 (17 a 23 de Novembro de 2018)

(Sim, houve aqui umas 8 semanas de intervalo desde a última vez.)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 34€ – consultas e análises médicas
  • 14€ – farmácia

Gastos no cartão de refeição:

  • 24€ – 3 refeições

Gastos no cartão de crédito:

  • 20€ – participação num Kickstarter
  • 24€ – 2 compras na Fnac (pulseiras para o pedómetro, e uma lupa)
  • 15€ – comics assinados no Comixology
  • 154€ – compra de supermercado
  • 39€ – jogos
  • 88€ – assinatura do Chess.com (anual)

Resultados:

Gastos totais: 412€
Gastos em entretenimento: 186€ (45.1% do total).

Consumismo: uma história de terror

Hesitei um pouco em partilhar este artigo, já que pode parecer que é numa de nos sentirmos “superiores”, mas acho que mesmo assim pode ser útil e educativo. Além de que me faz lembrar uma pessoa da minha família, já falecida, que era, em muitos aspectos, assim (e que arruinou a vida de várias boas pessoas, incluindo os meus avós maternos). 🙁

O artigo em si consiste basicamente numa conversa (provavelmente meio ficcionalizada) entre um casal, Kate e Tom (nomes quase de certeza falsos), com 3 filhos, e que até ganham relativamente bem:

Kate: I’m Kate. I’m 46. I have a law degree. I don’t practice law though. When I got pregnant with our first, I took the highest-paying job I could find that still allowed me to stay home and be close to my kids when they were growing up. So I work for an insurance company, paying claims. I make about $70,000 a year. We live in the suburbs of a city in the northeast of the U.S. We have three kids: ages 11, 14, and 18.

Tom: My name is Tom. I have a graduate degree in advertising. I’m 48 and I’m an insurance claims manager. I earn about $90,000 a year doing that, but I also work a second job as a bartender a couple times a week catering in private homes. I make between $100 and $250 a night doing that.

Grandes valores, não é? (Se bem que estes ordenados anuais “à americana” são sempre valores brutos; provavelente há uns 40% de impostos em cima disso.) E no entanto, eles estão completamente (para todos os efeitos) falidos, com uns 10 cartões de crédito no limite, empréstimos estudantis completamente por pagar, duas hipotecas em cima da casa, e já pediram ajuda (de dezenas de milhares de dólares) aos pais… só para uns meses depois estarem na mesma situação. 🙁

Parte do problema deles vem de viverem num bairro de milionários — gente com vários Porsches na garagem –, e de o crédito nos EUA ser facílimo (eles continuam a ter ofertas de créditos e cartões de crédito, apesar de claramente não terem qualquer capacidade para o pagar!), o que acaba por fazer com que eles achem que o nível de riqueza dos vizinhos é “médio” e “normal”.

Mas, por outro lado, há ali uma atitude que… bem, não queria dizer “mete nojo”, mas parece que são completamente incapazes de aprender com os próprios erros, não admitem a responsabilidade que têm, vêem-se a si próprios como “vítimas”, e, apesar de todo o stress (eles até semi-brincam que a única forma de “resolver” o problema é um deles morrer e o outro receber o seguro de vida…), não têm qualquer tipo de plano ou intenção de mudar de atitudes (continuam a ter os filhos em escolas privadas, a ir comer fora a sítios caros, a pedir adiamentos “de emergência” dos pagamentos de dívidas, e nem falam em vender a casa e ir para um sítio mais em conta — parece que acham que isso seria admitir que “fracassaram”, como se não o estivessem já a fazer todos os dias)… em resumo, não há vontade real de melhorar as coisas. É mesmo um consumismo — e imaturidade — extremos, e eu nem acreditaria que existe realmente gente assim, se não tivesse tido um exemplo na própria família. 🙁

Enfim… acho que exemplos do que não fazer podem (também) ser úteis. 🙂

O fim do início — sem dívidas de cartões!

“Ora, isto não é o fim. Não é sequer o início do fim. Mas é, talvez, o fim do início.”

— Winston Churchill (discurso em 1942)

Antes:

Último cartão de crédito - antes

Agora:

Último cartão de crédito - antes

E ainda não acabou. 🙂 Faltava fazer isto:

Alteração da modalidade de pagamento

Agora, sim! 😉 Desde hoje, o cartão de crédito (que vou continuar a usar para encomendas online, assinaturas, etc.) vai deixar de ser como um “empréstimo” que o banco faz (com juros, claro), e passar a ser uma forma alternativa (mais conveniente, e utilizável online/no estrangeiro) de fazer compras, que depois “caem” na conta bancária no fim do mês. Na íntegra… e sem juros. Em vez de ter todos os meses de pensar “tenho de ter X€ para pagar o mínimo do cartão e mais alguma coisa”, só tenho de reservar o necessário para as compras que tiver feito. Com isto, sobrará bastante mais dinheiro por mês, que, depois de certa compra informática daqui a uns dois meses, será maioritariamente para investir/poupar para eventualmente pensar em acabar com os créditos (e continuar a poupar depois disso).

Estou satisfeito, se bem que podia ter tido bem mais disciplina/menos consumismo (sobretudo nestas últimas semanas, em que não postei sobre os gastos semanais — talvez, inconscientemente, por alguma vergonha) e ter acabado isto mais cedo. Por exemplo, olhando para a minha dívida deste cartão a 31 de Outubro, dá para ver que nos últimos 22 dias gastei ainda um bocado… 🙁 E acabei por ter de recorrer a parte do subsídio de inverno para este pagamento final, coisa que esperava conseguir evitar. Mas, mesmo assim, não foi mau — consegui livrar-me das dívidas “piores”, com maiores juros, e que a maior parte das pessoas “vai gerindo”, em vez de eliminar — aliás, foram pensadas pelos bancos para funcionar exactamente assim, e comigo funcionou durante décadas…

Enfim — é o fim do início, tal como na citação no princípio do post. Agora (bem, imagino que mais lá para fins de Janeiro ou Fevereiro, depois de fazer a tal compra informática) começa a parte realmente interessante: investimentos, e ver o dinheiro finalmente a crescer. O “início do meio”, talvez. 🙂

P.S. – a dívida negativa deve-se ao facto de ter na altura um pagamento de 1.74€ em autorização, o que não estava ainda incluído na dívida total, mas escolhi pagar já isso também.

Evolução mensal das dívidas #7 (31 de Outubro de 2018)

Este mês o mapa saiu “a horas”, por isso vamos a isto…

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartão de crédito1 : 905€ (menos 585€ que no mês anterior)
  • Créditos: 29655 (menos 240€ que no mês anterior)

Total em dívida: 30560€.

Evolução desde o fim de Agosto: menos 825€.

Nada mau (se bem que podia ser melhor). Mas, claro, esta informação (do último dia do mês passado) está entretanto desactualizada… vejam o post que se segue. 🙂

Mais coisas e tal

Mais uma vez, peço desculpa pela recente falta de posts aqui… falta essa em parte devida a umas questões pessoais e familiares com que tive de lidar nas últimas duas semanas, em parte também causada pela falta de ideias e inspiração (que, fora o plano de posts que já tenho há meses, vem muitas vezes de coisas que leio, ou ouço em podcasts, e não tem havido tempo nem cabeça para ler/ouvir isso).

Passando aos “assuntos pendentes”…

  1. fui, aparentemente, nomeado para os “Sapos do Ano” (que, ao contrário do que o nome sugere, nem é organizado pelo Sapo, nem está limitado a blogs lá alojados — caso contrário o meu, que está num WordPress num servidor meu, estaria à partida excluído). Obrigado desde já a quem me nomeou! 🙂 Se acham o OvelhaOstra útil, ou simplesmente gostam do que escrevo, estejam à vontade para votar… quem sabe, até neste blog 🙂 Recomendo também que espreitem os outros finalistas, dos diversos temas — já vi ali coisas que tenciono passar a seguir (quando as tais questões pessoais e familiares acalmarem). E tenho de ver se envio para lá o texto que me pediram… 🙂 com sorte, hoje, mais tarde.
  2. estive a pensar, em relação aos posts regulares de “Gastos Semanais“… já não os faço há algum tempo, e a minha desculpa para mim mesmo foi que eles se a) não ensinam nada a ninguém, são só sobre as minhas finanças; b) tornam-se um bocado repetitivos; e c) ultimamente tem havido pouco mais conteúdo do que eles, pelo que não tem piada chegar aqui e a primeira página ser só posts a dizer “esta semana gastei X“. Por outro lado… estes posts fazem-me bem, ajudam-me a ser mais organizado e menos consumista (já que os meus “disparates” ficam expostos ao mundo — aliás, acho que nas últimas semanas fiz mais desses “disparates” (comprar jogos, etc.) precisamente por saber que não ia, supostamente, partilhar os gastos aqui… 🙁 ), e, por isso, vou voltar a publicá-los regularmente, às sextas (incluindo amanhã). Se os acharem aborrecidos, eles têm todos títulos parecidos, por isso são fáceis de saltar.
  3. tenho uma novidade… 😉 mas fica para o 3º post de hoje. Sim, leram bem. O 2º vai já a seguir. 🙂

Evolução mensal das dívidas #6 (30 de Setembro de 2018)

Saiu mais um mapa (finalmente — este mês atrasou-se, por ter mudado de formato. Espreitem os vossos, se estiverem curiosos/as!). Vamos a isto…

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 1490€ (menos 310€ que no mês anterior)
  • Créditos: 29895 (menos 230€ que no mês anterior)

Total em dívida: 31385€.

Evolução desde o fim de Agosto: menos 540€.

Como já mencionei num post recente, as coisas já evoluiram desde então (30 de Setembro foi há um mês, afinal), tendo entretanto já acabado com o 2º dos 3 cartões de crédito existentes no início desta emocionante saga.  Mas isso só aparecerá no mapa que estará disponível daqui a cerca de um mês.

Daqui a pouco menos de um mês (imagino que lá para dia 25) acontecerá outra coisa: o fim da dívida do 3º cartão, e a passagem dos pagamentos do mesmo para 100%. Assim, nunca o usarei sem ter dinheiro na conta para pagar as compras online (que serão sobretudo assinaturas, livros, e um jogo ou outro), e nunca mais pagarei juros do mesmo.

Ah, e os créditos, pela primeira vez, desceram abaixo dos 30000€. 🙂

Isto demora… mas eventualmente vai ao sítio. 😉 E já se vê a meta… (bem, a primeira delas)