Evolução mensal das dívidas #6 (30 de Setembro de 2018)

Saiu mais um mapa (finalmente — este mês atrasou-se, por ter mudado de formato. Espreitem os vossos, se estiverem curiosos/as!). Vamos a isto…

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 1490€ (menos 310€ que no mês anterior)
  • Créditos: 29895 (menos 230€ que no mês anterior)

Total em dívida: 31385€.

Evolução desde o fim de Agosto: menos 540€.

Como já mencionei num post recente, as coisas já evoluiram desde então (30 de Setembro foi há um mês, afinal), tendo entretanto já acabado com o 2º dos 3 cartões de crédito existentes no início desta emocionante saga.  Mas isso só aparecerá no mapa que estará disponível daqui a cerca de um mês.

Daqui a pouco menos de um mês (imagino que lá para dia 25) acontecerá outra coisa: o fim da dívida do 3º cartão, e a passagem dos pagamentos do mesmo para 100%. Assim, nunca o usarei sem ter dinheiro na conta para pagar as compras online (que serão sobretudo assinaturas, livros, e um jogo ou outro), e nunca mais pagarei juros do mesmo.

Ah, e os créditos, pela primeira vez, desceram abaixo dos 30000€. 🙂

Isto demora… mas eventualmente vai ao sítio. 😉 E já se vê a meta… (bem, a primeira delas)

Sugestão: criar um mapa com as datas das despesas anuais e semestrais

Se não passam (ou passaram) por isto (parabéns!), de certeza que conhecem outras pessoas a quem isto se aplica: “o pagamento do seguro X veio-me estragar as finanças este mês“. A implicação aqui é que esse pagamento chegou “de surpresa”, o que implicou que não nos preparámos para ele, não tínhamos o dinheiro já posto de parte, e por isso as finanças do mês ficam “arruinadas”.

(Eu confesso — já fiz este erro muitas vezes, nas últimas 2 décadas. “Bolas, não fazia ideia de que este mês vinha o seguro do carro! Onde é que vou desencantar XXX€?” Às vezes demoramos a aprender… enfim, mais vale tarde que nunca. 🙂 )

Mas… porquê a surpresa? Não sabemos que temos seguros (casa, carro, etc.) e afins para pagar? E em que datas é que eles “caem”, todos os anos?

A solução para isto não é “rocket science”: é olhar para os extractos dos últimos 12 meses (aqui, o homebanking ajuda bastante — dá para fazer coisas como pesquisar entre duas datas, e possivelmente depois exportar para uma folha de cálculo como o Excel, fazer filtros na mesma, etc.) e depois fazer um mapa (que pode ser um calendário, ou somente uma lista tipo “1. <dia e mês> – <designação> – <valor da última vez>”) das despesas anuais e semestrais. E depois olhar para esse mapa, sempre que necessário — idealmente, uma vez por mês, para antecipar o mês ou meses seguintes.

Melhor ainda (isto funciona para mim, mas aqui dependerá das preferências de cada um): depois de ter construído o mapa, criar alarmes para essas despesas, com uns 35 dias de antecedência. Por exemplo, se o teu telemóvel é Android, basta criar esses alarmes (sugiro aqui que se faça isso num PC, onde é mais fácil escrever) no Google Calendar, e estes são automaticamente sincronizados para o telemóvel 1. Desta forma, somos avisados de que vamos ter uma despesa esporádica tendo pelo menos um ordenado, e um mês de gastos, antes da data em questão, o que permite planear esse mês com a referida despesa em mente.

Coisas e tal

Eu sei, eu sei, ando muito preguiçoso. 🙁 Mas tenho um post em mente para hoje ou amanhã, além de ver também se volto aos posts dos gastos semanais (amanhã, também). Entretanto, o mapa de responsabilidades de Setembro está atrasado (devia ter saído no sábado passado, mas parece que é só no seguinte), por isso o post da evolução das dívidas só virá depois do fim de semana.

Mas… tenho uma novidade: acabei hoje de pagar mais um cartão de crédito! Só resta o 3º, que tem uma dívida de cerca de 1000€ (tendo já pago o que pude pagar este mês), coisa que penso eliminar no fim de Novembro. Vou ter de ir ao subsídio de Inverno, mas lá terá de ser. Esse cartão, como já mencionei aqui, é para manter, para pagar assinaturas e outras coisas compradas na net, mas a ideia é mudar os pagamentos automáticos para 100%, de forma a nunca mais pagar juros.

De regresso das férias…

Pois, devia ter avisado que ia de férias antes das mesmas, não é? 🙂 Foi só uma semana (mais a sexta-feira anterior, dia 5 de Outubro), por isso não levei PCs e afins (a ideia era mesmo, mesmo, mesmo descansar, e acho que obtive sucesso nesse aspecto), pelo que não deu jeito estar a fazer os posts dos “gastos semanais”. Ainda não sei se faço os das duas semanas em atraso, ou se os salto… provavelmente esta segunda hipótese.

Entretanto, tenho de ver se arranjo ideias novas, relativamente a coisas sobre as quais escrever aqui… (Estou sempre aberto a sugestões, já agora.)

“Escolhe uma profissão a fazer algo que adores, e nunca vais ter de trabalhar um único dia na tua vida” — não é bem assim…

De certeza que já leram/ouviram esta frase, certo? 1 Será que faz sentido?

Eu diria: sim e não.

Sim, no sentido de que muita gente acha perfeitamente normal passar-se 40 ou mais anos da vida a fazer algo que absolutamente destestamos, que nos stressa, nos afecta até fora do trabalho, nos causa cabelos brancos e problemas cardíacos, apenas porque é “seguro” e “há tanta gente que nem emprego tem”. E essas pessoas, apesar de detestarem o emprego que têm, não fazem nada para mudar isso — nem procuram alternativas (mesmo que seja a fazer o mesmo, há empresas e empresas…), nem fazem por adquirir novos skills, nem tentam mudar de área para uma coisa de que gostem mais (por exemplo, não é o meu caso, mas alguém extrovertido e sociável pode ser bem mais feliz a trabalhar num bar do que num escritório — mesmo que o ordenado seja no início menor). Somado a isto, em muitos casos (isto, pelo que sei, é menos comum hoje em dia do que “no meu tempo”, mas ainda existe) há pais e outros familiares a avisar-nos para escolhermos o curso, e posteriormente empregos, focando-nos somente na remuneração (inicial e potencial) e carreira,  ignorando completamente a questão de gostarmos ou não disso. Por isso é, na minha opinião, do nosso interesse evitar trabalhos que detestemos e que nos façam mal, mesmo que isso implique ganhar um pouco menos. E é boa ideia procurar algo de que (pelo menos ocasionalmente) gostemos, e que nos permita ter (pelo menos de tempos a tempos) orgulho no que fazemos — mesmo que isso implique mudar de trabalho várias vezes, até encontrarmos algo decente.

Por outro lado, diria que não, em muitos casos, incluindo, de certa forma, o meu próprio. Isto porquê? Porque a frase assume que o que “adoramos”, o que nos faz felizes, há de ser necessariamente um trabalho, algo pelo qual um número suficiente de pessoas está disposto a pagar.

Mas nem sempre isso é assim. E se o que adoras é algo mais simples, como estar tardes num jardim a ler um livro  (completamente ao teu ritmo — não, não daria para seres crítico literário)? Ou fazer caminhadas sozinho/a, cada dia num sítio diferente (não, não daria para seres guia/organizador)? Ou — o que é em grande parte o meu caso, se bem que os exemplos anteriores também não me desagradam) jogar videojogos (de forma relaxante e não competitiva, por isso não daria para seres jogador profissional e/ou streamer no YouTube)?

Em resumo, e se o que realmente adoras é paz e sossego? Quem é que te vai pagar para isso?

A resposta é “ninguém vai… e ninguém tem qualquer obrigação de o fazer“.  Daí focar-me tanto na questão da independência financeira — é a única forma de um dia poder realmente fazer as coisas que me fazem feliz, sem ser um “parasita” para a sociedade. Um dia…

(Se realmente adoras fazer algo com o qual consegues ganhar a vida, algo que farias mesmo que não te pagassem para isso… fantástico; aproveita. 🙂 Eu, na adolescência, era suficientemente ingénuo para achar que a informática seria isso para mim… mas acabou por não ser o caso. Enfim, o universo não tem obrigação nenhuma de se adaptar a nós.)

Opiniões?

Gastos semanais: Semana #21 (22 a a 28 de Setembro de 2018)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 44€ – seguro de saúde (mensal)
  • 100€ – compra de supermercado
  • 40€ – levantamento de dinheiro
  • 15€ – 2 refeições

Gastos no cartão de refeição:

  • 28€ – 3 refeições

Gastos no cartão de crédito:

  • 11€ – renovaçao de um domínio (anual para esse domínio)
  • 23€ – créditos para audiobooks no Audible
  • 23€ – comics assinados no Comixology

Resultados:

Gastos totais: 284€
Gastos em entretenimento: 46€ (16.1% do total).

Tudo relativamente normal (e nada de particularmente interessante), parece-me.

Dica anti-consumismo: antes de comprar algo (não essencial), imaginar o prazer que isso irá trazer

Isto não é, obviamente, “rocket science”, nem foi inventado por mim… mas é das coisas que, comigo, costuma resultar melhor, para resistir a tentações de comprar coisas de que não preciso realmente (normalmente lúdicas, mas imagino que se aplique a “luxos” em geral).

A dica é simples: antes de comprar X, imagina o prazer/alegria que esse X te irá dar no futuro (imediato, próximo e distante). Fá-lo de forma tão honestarealista quanto possível. Assumindo que compras esse X hoje, imagina-te amanhã, imagina-te daqui a uma semana, daqui a um mês, um ano. Ainda vais estar a usar/tirar prazer disso?

Usando esta técnica, noto que frequentemente me apercebo de um ou mais dos seguintes:

  • o meu desejo actual não passa de curiosidade, que, se comprasse a coisa agora, satisfaria em minutos;
  • não vou, realisticamente, usar/querer saber disto daqui a uma semana, muito menos daqui a meses;
  • muitas vezes nem me imagino a usufruir disto amanhã. Então, de onde é que vem essa tentação toda? Pois… 🙁
  • já tenho coisas quase iguais, compradas há tempos, ainda nas embalagens (ou o equivalente digital), o que faz com que o destino provável desta seja o mesmo (e se me apetecesse realmente uma coisa deste tipo, exploraria essas que já tenho);
  • nem faço realmente tenções de usar isto; simplesmente, sinto-me em baixo por alguma razão, e estou a tentar “enganar” essa tristeza comprando algo (esta tentação ainda me é muito frequente: “estou triste, mereço um mimo“… mas já aprendi em geral a reconhecê-la e a não lhe ceder tão facilmente);
  • com o mesmo dinheiro, poderia comprar algo (em geral numa área completamente distinta da vida) que me daria muito mais alegria por muito mais tempo (ei, comprar coisas que realmente nos vão fazer felizes não é nenhum “pecado”), e/ou de que estou realmente a precisar;
  • o mesmo dinheiro poderia ser usado para pagar dívidas, poupar, investir, etc., o que teria um efeito positivo muito maior, e duradouro, na minha vida do que este objecto lúdico pelo qual me sinto tão tentado.

E é isto. Claro que somos todos diferentes, mas noto que, comigo, imaginar a alegria que algo me vai dar — tanto imediatamente a seguir à compra, como nos dias seguintes — em geral impede-me de fazer alguns disparates. Aliás, ainda hoje de manhã, antes de sair de casa, isso aconteceu. 🙂

Evolução mensal das dívidas #5 (31 de Agosto de 2018)

Saiu outro mapa, por isso vamos ver como foi desta vez… (valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 1800€ (menos 545€ que no mês anterior)
  • Créditos: 30125 (menos 235€ que no mês anterior)

Total em dívida: 31925€.

Evolução desde o fim de Julho: menos 780€.

Estou semi-vagamente quase um pouco talvez orgulhoso de mim próprio. 🙂 Entre outras coisas:

  • é o  mês consecutivo em que o total das dívidas desce;
  • é também o  mês consecutivo em que cada um dos tipos de dívida, separadamente, desce;
  • é o primeiro mapa (em anos) que lista dois cartões de crédito, em vez de três, por um deles ter sido totalmente pago (e não haver qualquer intenção de o voltar a usar — tenho de ver se há algum tipo de anuidades, caso esse em que o devo cancelar). A antecipação é que o mapa de Outubro (que deve estar disponível daqui a 2 meses) só liste um. Esse continuará a ser usado (para compras na net e afins), mas passará (depois do fim de Novembro) a ser pago a 100%, nunca mais originando juros;
  • é o total de dívidas mais baixo desde pelo menos (quando comecei a registar os totais dos mapas) Janeiro de 2017. Quase dois anos.

Em resumo: nunca é tarde demais para ganhar algum (vago) juízo. 🙂