Ainda sobre o DCA intencional…

No último post, Dollar Cost Averaging (DCA): vantagens e desvantagens, mencionei um artigo sobre o mesmo tema do JL Collins, onde há algo que achei delicioso, e que não resisti a partilhar: vários comentários que dizem algo como “sim, ok… eu entendo o que queres dizer, mas ninguém me convence que os mercados NÃO estão numa bolha, que não está prestes a haver uma correcção. Era preciso ser maluco para comprar agora.

As datas desses comentários? 2014, 2015… E o que é que aconteceu às bolsas desde então?

S&P 500 desde 2014
VUSA (ETF de S&P 500) desde 2014

“Só” subiram quase para o quádruplo.

Quanto dinheiro é que esses comentadores não ganharam nos últimos 6-7 anos por terem ficado à espera da correcção, e assim não investirem na altura?

Pois é. 🙂 Mas mesmo esta semana vi, num grupo de FIRE, alguém (que ninguém contrariou) a dizer exactamente o mesmo que esses comentários: que estamos claramente numa bolha prestes a rebentar, que é má altura para comprar, que é melhor esperar pela queda que está mesmo, mesmo a acontecer, etc., etc..

“Timing the market” é SEMPRE uma má aposta. Sim, haverá eventualmente (isto é universal) uma correcção no futuro, mas pode ser em 10 minutos ou em 10 anos; não há forma de prever, nem isso deve afectar o que fazemos ou deixamos de fazer.

P.S. – imagino que ninguém aqui caia nesse erro 😉 , mas para quem pensar “ah e tal, podiam ter esperado1 pela queda de 2020 (devida à pandemia) e comprado aí“, faço notar que mesmo no fundo dessa queda, os mercados estavam bem acima dos valores de 2014-15 — ou seja, teria na mesma sido muito mais vantajoso comprar no início.

Dollar Cost Averaging (DCA): vantagens e desvantagens

Dollar Cost Averaging (DCA) é, na sua definição mais simples, o acto de se comprar, ao longo do tempo, um valor fixo de algo (ex. acções, ETFs) periodicamente (normalmente, todos os meses), o que faz com que, para todos os efeitos, se esteja a comprar isso ao preço médio, em vez do preço num único momento no tempo. Por exemplo, se todos os meses comprar 200€ da acção X, uns meses isso compra-me mais unidades dessa acção (quando ela está mais barata), outros meses compra menos (quando está mais cara), e ao longo de um período mais longo (por exemplo, um ano) é como se se tivesse comprado a dita pelo preço médio da mesma durante esse ano.

Mas noto (por exemplo, em grupos de FIRE portugueses, e não só) que há por vezes uma mistura entre dois tipos de DCA, aos quais eu chamo necessáriointencional, e que é importante distinguir:

  1. DCA necessário: é quando se faz investimentos periódicos fixos porque é isso que temos para investir. Por exemplo, se decidirmos que, todos os meses, investimos 10% do ordenado, ou investimos um valor fixo como 200€, estamos para todos os efeitos a fazer DCA — uns meses, esses 10%/200€ compram mais (por estar mais barato), outros compram menos (por estar mais caro), portanto ao fim de 1 ou 2 anos o “preço” que se pagou pelas acções (ETFs, etc.) foi a média durante esse tempo. Como a tendência a longo prazo é subir, em geral ganha-se dinheiro assim, sem problemas. E isto é (ou deve ser) automático, ou seja, não há cá preocupações com “bull markets”, “bear markets”, ou qualquer outro tipo de “market timing”.
  2. DCA intencional: acontece quando temos um valor relativamente grande para investir (por exemplo, uma herança, uma venda de uma casa ou carro, um bónus, etc.), e decidimos investir esse valor… mas temos (sobretudo se estivermos num “bull market”) o (já mencionado aqui) terror pervasivo e constante de que as bolsas estão caras!!!, e de como é possível investirmos, sei lá, 100K€ hoje, e depois amanhã os mercados caem 20%, e a sensação vai ser horrível!!! Sendo assim, achamos que mais vale jogar pelo seguro e dividir esse investimento por uns 12 ou 24 meses (ou até mais), investindo um valor 1/12 ou 1/24 dele todos os meses, garantido assim que somos menos afectados pela volatilidade, e que se houver uma queda “cedo” nesse período de 12 ou 24 meses, a maior parte das acções que compraremos será a um preço menor.

Parece fazer sentido, não é? Afinal, se o histórico de uma acção/ETF tem este aspecto:

Bull market

parece óbvio que está “cara”, e que o mais provável é haver em breve uma correcção que a faz descer.

Mas, na verdade, fazer DCA intencional é uma má aposta, e vamos ver porquê:

  • é vantajoso se os mercados caírem (e ficarem “caídos” por muito tempo), mas é desvantajoso se eles subirem (nesse caso, teria sido melhor investir a quantia toda no dia 1);
  • a tendência dos mercados, a longo prazo, é sempre a subida;
  • a tendência dos mercados ao longo de cada ano é também subir (por exemplo, nos 34 anos entre 1986 e 2019, os mercados subiram em 28 dos anos, e desceram em 6, o que quer dizer que em 82% dos anos subiram, e em 18% desceram);
  • por outras palavras, ao fazer DCA intencional, estamos a apostar em algo menos provável do que o seu oposto, enquanto ao comprar já o que podemos estamos a apostar em algo bem mais provável (a subida das bolsas);
  • … e, como se isso não bastasse, ao adiar os investimentos, estamos a sacrificar os dividendos que receberíamos (tanto na conta no caso de acções individuais ou ETFs distributivos, como na subida do valor do ETF no caso de um acumulativo) se tivessemos um valor bastante maior investido desde o início. Isto é válido sempre, quer as bolsas subam ou desçam;
  • é “market timing”, o que por si só já produz em geral piores resultados do que “time in the market”, e…
  • … aumenta a complexidade de investir (que deve, idealmente, ser algo simples e automático).

Em resumo: DCA intencional é apostar em algo que é ao mesmo tempo menos provável, e menos vantajoso caso se realize. É uma má aposta, que até pode ocasionalmente resultar (da mesma forma que muito raramente alguém ganha imenso dinheiro com raspadinhas ou Euromilhões, mas isso não faz com que gastar o ordenado inteiro em raspadinhas ou no Euromilhões seja boa ideia), mas mesmo assim é melhor fazer boas apostas. 🙂 E é importante também controlarmos os nossos medos, em especial ligados à volatilidade: afinal, não se perde realmente dinheiro por as acções descerem temporariamente, só se perde se as vendermos depois de caírem (e antes de recuperarem). Vou falar mais disso num post futuro sobre o livro “The Psychology of Money”, mas a volatilidade dos mercados deve ser vista como uma taxa ou custo — o preço que pagamos para ganhar dinheiro com a bolsa — e não como uma multa (algo que significa que fizemos algo de errado, e que é como um castigo).

Se quiserem mais detalhes sobre porque é que DCA intencional é uma má aposta, o JL Collins (autor do excelente livro The Simple Path to Wealth) fala disso aqui.

Há alguma vantagem (afinal, o título do post menciona essa possibilidade) em fazer DCA intencional? Só uma, na minha opinião: se uma pessoa não conseguir, de forma alguma, ultrapassar os seus medos relativos a uma possível queda logo a seguir a ter investido uma grande quantia, então fazer DCA intencional, sendo pior do que investir a totalidade no dia 1, é mesmo assim muito, muito melhor do que não investir de todo. E, se for a única forma de o conseguirem fazer, não há que ter vergonha disso — afinal, não somos robots.

Balanço de 2021

Desde 1 de Janeiro de 2021, muito resumidamente:

  • a vida continua (o que é sempre bom 🙂 );
  • estou mais ou menos a meio de poder fazer a 2ª amortização de crédito (deve ser lá para o meio de 2022);
  • não houve amortizações do referido crédito em 2021. Com os pagamentos normais automáticos, este desceu de cerca de 17800€ para aproximadamente 15500€;
  • não tenho valores exactos, já que só comecei (como consequência da automatização de investimentos) a recolher históricos disto numa base de dados perto do início de Novembro (portanto, há pouco menos de 2 meses), mas penso que os meus investimentos aumentaram, desde o início do ano, para aí uns 1800€ (bolsa) e uns 1000€ (criptomoedas), além de ter neste momento para aí uns 1700€ de poupanças;
  • a DEGIRO ainda não emitiu o relatório de 2021, por isso não tenho uma forma fácil de ver os dividendos recebidos no ano em questão; quando tiver, actualizo aqui. Em 2020 recebi 23€;
  • comprei um PC novo (portátil de jogos (e não só)) e uma Nintendo Switch; fora isso (e os habituais livros, jogos, etc.) não houve grandes gastos em entretenimento. OK, esses não foram insignificantes 🙂 , mas foi tudo pago a pronto, e não fez mais do que atrasar a amortização uns meses;
  • “inventei” várias ferramentas para uso próprio: os já referidos investimentos automáticos na DEGIRO, investimentos automáticos de criptomoedas (posts futuros?), uma dashboard (web-based) de investimentos e poupanças bastante decente (ainda com muita possibilidade de evolução, claro, mas já cumpre perfeitamente os objectivos iniciais), e… já viram a nova secção “Progresso“, no blog, na barra lateral, logo abaixo da caixa de pesquisa (acedendo por telemóvel só deve aparecer depois dos posts — vê-se melhor acedendo num PC ou Mac)? 😉 Inspirei-me em algo parecido no blog Investimentos Com Valor, mas, além de estar a medir coisas diferentes (por a minha situação e objectivos também serem diferentes, naturalmente), aqui é quase tudo (excepto a poupança e o crédito, que são actualizados manualmente uma vez por mês1) actualizado automaticamente (de 4 em 4 horas), indo buscar os dados à BD. Mais uma coisa, talvez, para detalhar num post futuro; 🙂
  • li vários livros de finanças pessoais e afins sobre os quais quero escrever aqui; a ver se o faço em Janeiro;
  • cheguei (só este mês) a uma conclusão sobre mim próprio e uma atitude auto-destrutiva (e até auto-cruel) que já tenho há muitos anos, e que comecei nas últimas semanas (com sucesso, para já) a tentar mudar. Mas isto não é (para já?) um blog de desenvolvimento pessoal, por isso não vou entrar em detalhes por agora. 🙂

E para já é tudo… vamos ver se daqui a um ano terei progressos mais entusiasmantes para partilhar. 🙂 E, já agora, Bom Ano a todos/as! 🙂

As vantagens de ter investimentos 100% automáticos

Depois dos meus dois últimos posts1 sobre este tema, podem perguntar-se porque é que estou a dar tanta importância (e dou) ao facto de ter agora a capacidade de ter (e manter, indefinidamente) investimentos 100% automáticos. Ora, as minhas razões são:

  1. evitar esquecimentos. Se é automático, então não precisamos de nos lembrar, o sistema faz tudo sozinho nos dias agendados;
  2. contornar a preguiça. Não é de menosprezar — em vez de ter de ir ao site do banco fazer uma transferência, esperar 1-2 dias úteis, e depois ir à corretora escolher as acções/ETFs a comprar (ou, idealmente, seguir um plano já existente, em vez de ter de decidir na altura), tudo acontece quando está agendado acontecer, e só sou avisado (e podia nem ser, mas sou sempre curioso 🙂 ) quando já aconteceu. Talvez seja em parte por ser administrador de sistemas há décadas, mas acredito que automatizar tarefas repetitivas é sempre algo positivo, que nos deixa mais tempo e energia (mental e não só) para o que realmente importa;
  3. usar a inércia a meu favor. Neste momento tenho zero trabalho para investir — garantindo assim que a cada mês tenho um pouco mais do que no anterior –, mas para parar de investir já teria um pouco de trabalho — ou seja, estou a usar a minha preguiça para benefício próprio 🙂 ;
  4. evitar tentações e/ou desvios do plano. Este é, talvez, o ponto mais importante para mim, e em grande parte a razão deste post. Uma coisa que noto em vários grupos da comunidade FIRE2 é que muitos investidores sentem um constante e imenso terror em relação à hipótese de estarem a “comprar caro” — se as bolsas têm subido, acham que comprar agora não é boa ideia, e que é melhor esperar que desçam um pouco primeiro.
    Compravas agora?
    Compravas agora? 🙂

    Mas isso quase nunca é boa ideia — a tendência dos mercados a longo prazo é sempre subir –, e acaba por ser uma forma de tentar “cronometrar o mercado” (market timing), o que é de se evitar ao máximo se estamos numa perspectiva de crescimento a longo prazo3 — afinal, “time in the market beats timing the market.” Depois há outros tipos de tentações não relacionadas com os mercados, como por exemplo o querer-se comprar alguma coisa, para a qual não há dinheiro este mês, mas se este mês não investisse nada (ou seja, se não me pagasse a mim mesmo primeiro, mas sim à loja onde quero fazer a compra), até já seria possível… O automatismo, nestes casos, impede que sejamos prejudicados pelos nossos medos, ou pela nossa impaciência e impulsividade.

Investimentos Automáticos (DEGIRO), parte 2

Continuando da parte 1:

Como é que esta ferramenta (que para já não tem nome — pensei em “DEGIRO Automator”, mas se algum dia partilhar isto com alguém e/ou publicar uma versão “para consumo geral” na net, terei de arranjar um nome mais inventivo) funciona, então?

degiro-logoMuito por alto: tenho configurada uma lista de acções e ETFs a seguir na DEGIRO, e a ferramenta tenta mantê-los equilibrados tanto quanto possível, fazendo apenas compras (isto é, nunca vende nada). Para já é mesmo “equilibrados”, ou seja, compra sempre o que está mais baixo (juntando várias unidades da mesma acção/ETF de forma a fazer o menor número de compras), ou, se alguma vez estiverem todos exactamente iguais, compra simplesmente uma unidade do primeiro da lista, e a partir daí já sabe o que fazer (os outros membros da lista estarão mais baixos).

Por outras palavras, se seguir 4 acções/ETFs, a tendência será, a longo prazo, ficar cada um com 1/4 do dinheiro investido. Se forem 5, 1/5, e assim por diante.

Desde o início que penso que eventualmente seria interessante dar a possibilidade de configurar proporções diferentes para cada açcão/ETF (ex. 10% deste, 30% deste, e 60% deste), mas para já ainda não implementei isso — neste momento, para o meu tipo de investimento, isso não é ainda necessário. Mas um dia destes programarei essa possibilidade, claro — nem que seja pelo desafio da coisa. 🙂

Um à-parte: “equilíbrio” pode aqui ser visto de duas formas: equilibrar o valor actual das várias acções/ETFs (ex. se dois começam iguais, mas um sobe e outro não, então o que não subiu está mais baixo e vai ser preferencialmente comprado na próxima vez), ou equilibrar o valor gasto para comprar os mesmos ETFs/acções (ignorando se depois sobem ou descem). Estou a fazer da primeira forma aqui… mas, só para complicar, para as criptomoedas, para as quais já tenho uma ferramenta parecida (posts futuros), equilibro da segunda forma. Penso que o que me veio à cabeça na altura era tentar ser menos afectado pela volatilidade, mas na prática não acho que a diferença entre os 2 métodos seja enorme.

E, basicamente, é isto, a correr todos os dias pelas 15h (hora em que apanho abertas tanto a New York Stock Exchange (NYSE) como a Euronext Amsterdam (EAM), onde tenho as acções e ETFs, respectivamente). Apesar de a acção mais barata que sigo custar abaixo de 10€, tenho a ferramenta configurada para nunca fazer nada se tiver menos de 50€ disponíveis na DEGIRO, de forma a evitar compras “a conta-gotas” (por exemplo, por ter recebido algum dividendo a meio do mês, se bem que se um dia eles forem “palpáveis” quero efectivamente reinvesti-los logo, daí isto ser diário em vez de correr apenas no fim de cada mês). Depois, no banco, tenho automatizada uma transferência para a DEGIRO no dia 25 de cada mês (normalmente recebo a dia 21) de um valor fixo. E, claro, tenho uma página web (só para uso pessoal) que, em conjunto com um script que vai buscar, de X em X horas, os valores actuais à DEGIRO e aos sítios onde tenho as criptomoedas, faz um gráfico todo bonito da evolução dos vários investimentos e do total deles, diz quanto ganhei/perdi hoje e desde que comecei a recolher histórico, etc.. 🙂

Como mencionei no post anterior, além de ainda não ter implementado a possibilidade de dar “pesos” diferentes a diversos investimentos (para já, tenta pôr todos iguais), uma limitação disto é que obriga a desligar a autenticação de 2 factores (2FA) na DEGIRO, já que eles (ainda?) não disponibilizam uma API a sério. Em vez disso, como disse antes, tenho uma password “enorme” (para aí uns 20 caracteres) que não uso em mais lado nenhum, pelo que é virtualmente impossível de ser adivinhada — a única forma de me acederem à conta seria se a própria DEGIRO fosse “hackada”, mas nesse caso extremo nem o 2FA ajudaria muito. Ou isso ou.. bem, isso não interessa agora. 😉 Anyway, a ver se um dia implementam uma API como deve ser, e nesse caso poderei ligar outra vez a 2FA *e* ter o meu servidor a fazer pedidos que usam chaves únicas que não incluem o username e password, e estão limitados só ao IP do mesmo.

Em termos do que é necessário para isto funcionar, no meu caso é somente um servidor Linux com PHP e MariaDB. Imagino que funcionasse em Windows (com PHP e MySQL/MariaDB) também, com pequenas alterações. Mas, para já, isto não serve mesmo para consumo de outros (excepto talvez familiares, se algum dia conseguir convencer algum de que não sou completamente maluco 🙂 ). Por exemplo, toda a configuração é feita editando scripts; não tenho nada “user-friendly” como uma página de configuração com opções e afins. Mas, para uso pessoal, funciona bem.

E quanto ao portfolio que tenho/sigo? Talvez um dia destes o partilhe aqui, mas não é nada do outro mundo — 3 ETFs para crescer, e 9 acções para dar dividendos (sendo estas escolhidas de forma a eventualmente receber dividendos todos os meses1, se bem que os que recebo normalmente ainda só têm um dígito…). Na comunidade FIRE portuguesa há em geral uma enorme aversão a receber dividendos, já que estes pagam impostos (e não há nada que o português típico odeie tanto como pagar impostos — uma ideia que vi num livro recentemente lido que acho que se aplica aqui é que neste país não vemos impostos como um custo ou taxa, mas sim como uma multa (e estas são, é claro, para se evitar sempre, e sentimo-nos mal (e estúpidos) se levamos com uma) — preferem normalmente investir num só fundo acumulativo (que reinveste os dividendos automaticamente em vez de os disponibilizar ao investidor2), como o IWDA ou VWCE. Talvez isso até seja mais eficiente a longo prazo, mas no meu caso quero mesmo eventualmente chegar a um ponto em que possa viver dos dividendos; até lá, eles são reinvestidos automaticamente pela minha ferramenta, juntamente com o que lá chega das transferências mensais automáticas. A este ritmo (até porque, como estou a poupar para amortizar o crédito, as transferências são relativamente pequenas), ainda vai demorar uns anos até os dividendos serem apreciáveis… mas grão a grão, e essas coisas. 🙂