Novidades!

Já cá não postava há algum tempo, não é? Desde Março, para ser exacto.

Primeiro, antes que perguntem: não, afinal não me casei em Abril, como estava planeado. 🙁 Duas semanas antes da data ainda pensava que seria possível, mas uma semana antes, pela razão que decerto imaginam, já se estava a ver que não iria dar — ou seja, talvez desse para me casar “no papel”, mas afinal isso é o que menos interessa, não é?

Para já estamos a apontar para Outubro como nova data, mas sinceramente parece-me muito pouco provável que seja este ano — mesmo que apareça aí uma vacina para o vírus, vai sempre demorar até ela estar devidamente disponibilizada e espalhada pelo mundo — não só em Portugal, como no sítio onde ainda esperamos ir de lua-de-mel.

Sem ser isso, a vida continua. Felizmente, sendo informático e podendo trabalhar remotamente, não tive de lidar com questões de layoffs e afins; tenho estado a trabalhar em casa desde Abril, e só voltei parcialmente ao escritório nesta semana. Se pudesse, continuava a trabalhar em casa permanentemente, mas as mentalidades portuguesas, mesmo na área em que trabalho, ainda são um bocado primitivas, tipo “as pessoas só trabalham com o chefe a olhar para elas“. Isto apesar de estarmos todos a trabalhar em casa há meses sem problemas…

Em termos financeiros, também não aconteceu nada “excitante”. Estar em casa reduziu as despesas habituais, naturalmente, e já tenho algum dinheiro (pouco mais de €2K) poupado para eventualmente amortizar o crédito, se bem que quero sempre ficar com uma parte desse valor (estou a apontar para uns 500€) para servir de fundo de emergência (para o caso de o carro ou algum electrodoméstico se avariarem, por exemplo). Entretanto, o crédito foi-se pagando automaticamente, estando já na ordem dos €24K — se não lhe fizesse nada, estaria pago em uns 6 anos, mas claro que vou fazer. Nos próximos meses, vou tentar aumentar a poupança mensal para um valor bastante maior do que tem sido habitual  (100-200€), e antes do fim do ano haverá sem dúvida (a não ser que alguma coisa catastrófica aconteça) uma amortização razoável — a primeira de várias.

De resto, tenho lido pouco sobre o assunto — blogs quase nada (sorry!), se bem que espero corrigir isso nos próximos tempos, e livros têm sido poucos. Comecei há dias a ler este: Passive Income, Aggressive Retirement, e estou a gostar — tem umas boas ideias sobre como criar fontes de rendimento passivas — e não, não são todas à volta de imobiliário, como às vezes parece ser o caso tratando-se de autores americanos 🙂 –, se bem que implicam sempre algum trabalho inicial, naturalmente (ex. escrever e publicar um livro). A ver se quando o acabar partilho aqui um resumo do que aprender com ele.

Casamento! (e mais algumas divagações)

Admito, é um título um bocado repentino! 🙂 Mas, sim, a grande novidade (que também é um bocado a justificação para já não escrever aqui há uns tempos) é que me vou casar (pela 2ª vez na vida; parece que não aprendo 😉 ), no início de Abril (e não, não é dia 1, por isso até é verdade 🙂 ).

E, como disse, é em grande parte por isso (mas não só — há também o trabalho, no qual por alguma razão insistem que preste atenção e faça coisas 😀 ) que ando “distraído” e já não há aqui novos posts há algum tempo. Nem sequer tenho lido grande coisa sobre finanças pessoais, investimentos e afins — o tempo e “disponibilidade mental” são escassos… espero voltar a fazê-lo mais depois da lua de mel.

E, sim, eu podia ter aproveitado isto para fazer um grande artigo — ou série de artigos — sobre como poupar num casamento, mas… lá está, para mim pode ser o segundo (e, espero, último) casamento da vida, mas para ela é o primeiro, e acho que ela tem direito a ter algo “especial”, como sempre sonhou. Além de que, de certa forma, já se está a poupar — exagerando um pouco, por mim era um almoço de família e amigos próximos, por ela era um casamento como os príncipes de Inglaterra 🙂 , e desta forma arranjámos mais ou menos um meio termo; não prescindimos das coisas “típicas”, mas para cada uma procurámos a alternativa mais barata (mas mantendo-se boa), em vez de aceitarmos a primeira ou segunda sugestão que nos apareceu à frente. Rejeitámos várias propostas que ficavam por centenas ou milhares(!) de euros a mais do que aquilo que acabámos por escolher. E nenhum de nós vai contrair um cêntimo que seja de dívidas (se bem que o facto de as famílias terem ajudado faz uma enorme diferença aí, é claro).

(Antes que pensem “mas ele vai casar-se com uma pessoa mais gastadora que ele?“, não é esse o caso. Ela é bem mais forreta do que eu em várias coisas, eu sou noutras, mas nenhum de nós se deixa levar por inflação do estilo de vida, comprar coisas caras para impressionar outros, etc.. )

De resto… e isto é só numa de “tanto quanto sei”…  o Covid-19 é uma coisa séria. 🙁 O problema de muita gente (e que noto parecer aplicar-se ainda mais aos portugueses do que à população mundial em geral) é pensar de forma muito “binária”; num caso destes parece que só existem duas posições: o “isto não é nada!“, e o “é o fim do mundo, vamos morrer todos disto!!“; parece que não há espaço para se levar algo a sério sem se entrar em pânico, o que é obviamente o que sugiro aqui. A minha noiva já vai passar a trabalhar remotamente a partir dos próximos dias; vamos ver se na minha empresa fazem o mesmo. Até lá, a vida continua. Evitem grandes ajuntamentos, trabalhem de casa se o vosso trabalho e empregador o permitirem, e lavem as mãos regularmente (coisa que incrivelmente parece ser novidade para muita gente, a julgar pelos sabonetes e desinfectantes esgotados nos supermercados…).

Em termos financeiros: sim, as acções estão há vários dias em saldo, graças ao vírus. Se têm algumas, espero que não tenham entrado em pânico e vendido as ditas com prejuízo (isso é em geral o pior que se pode fazer) — pelo contrário, será altura de comprar mais, se isso vos for viável. Ou, pelo menos, de manter os investimentos regulares, se os tiverem (eu actualmente tenho muito pouca coisa, só estou a investir umas dezenas de euros todos os meses num ou dois ETFs na DeGiro, já que a prioridade continua a ser juntar para amortizar o crédito).

E por hoje é tudo. 🙂 Bom resto de semana!

Feliz Natal…

… a toda a gente que ler isto. 🙂

Eu sei, eu sei, falta de posts (já tenho 2 mapas de responsabilidades em atraso, mas também estou a pensar deixar de os postar mensalmente, já que enquanto não fizer nenhuma amortização manual eles serão repetitivos e previsíveis), mas andam-me vir à cabeça umas ideias… we’ll see. Provavelmente só em Janeiro, mas mais vale tarde que nunca.

Entretanto, estou em casa da família a escrever isto, por isso fico por aqui por hoje. Bom Natal, mais uma vez! 🙂

Evolução mensal das dívidas #18 (30 de Setembro de 2019)

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 0€ (igual ao mês anterior)
  • Créditos: 25990€ (menos 1160€ que no mês anterior)

Total em dívida: 25990.

Evolução desde o fim de Agosto: menos 1160€.

Um crédito a menos (quase — já lá vamos)! Agora só resta um, portanto a partir de agora só tenho uma única dívida. É um princípio. 🙂

(O “quase” deve-se ao facto de que quando liguei para a entidade de crédito para fazer o pagamento do restante, o pagamento de Setembro já estava a ser processado, por isso o valor que me disseram para pagar não incluía esse pagamento. O mapa é do último dia do mês — neste caso, 30 de Setembro — e o débito é feito no dia 1 de cada mês — 1 de Outubro, aqui –, pelo que no mapa ainda aparecem 70€ em dívida, que supostamente desapareceram logo no dia seguinte — mas isso só aparecerá no próximo mapa, disponível daqui a cerca de um mês. De qualquer forma, esses 70€ já são demasiado pequenos para aparecer no gráfico, apesar de ainda estarem na célula da folha de cálculo.)

Usei uma boa parte dos investimentos que tinha para poder pagar todo o crédito restante sem sacrificar outras coisas, pelo que a série “Acumulação vs. Investimento” está para já parada. A ver se um dia volta, quando já não houver dívidas, e — espera-se — num formato mais interessante.

De resto, tenho continuado a poupar/acumular dinheiro para eventualmente amortizar o crédito “grande”, e essa poupança já vai em cerca de 600€. Devo aguardar até ter uns 2500-3000€ para a primeira amortização, o que ainda demorará alguns meses… com sorte, não muitos.

Gráfico:

Evolução das dívidas - Setembro de 2019

Coisas e tal, edição Outubro de 2019

Caso cá venham com alguma regularidade, e/ou sigam o blog num agregador de blogs, devem ter reparado na falta de posts…

As razões foram várias, incluindo pouco tempo livre tanto no trabalho (por haver mais do mesmo) e fora dele, várias questões/problemas pessoais (nada do outro mundo, mas tudo acaba sempre por pesar um pouco), várias avarias (que obrigam sempre a gastar dinheiro, o que faz com que não apeteça muito “pensar” no mesmo), e por último uma dose razoável de síndroma do impostor — tipo “quem é que eu penso que sou para estar para aqui a escrever sobre finanças pessoais, quando as minhas deixam tanto a desejar?

(A resposta para isso, já agora, passa por me lembrar de que não estou a escrever aqui como se fosse um “guru financeiro”, apenas como alguém a aprender e experimentar, e documentar e partilhar essa aprendizagem e experiências — além de que também aprendo com o que comentam e sugerem aqui.)

(Ainda outra possível resposta é que, se por um lado podia ter feito bem melhor, sendo mais “extremo” na frugalidade e corte de despesas em geral, além da criação de novas fontes de rendimento, por outro lado mesmo assim já fiz muito e melhorei muita coisa desde que iniciei o blog — não só acabei com vários desperdícios, como reduzi as dívidas em quase 9000€ — podia ser melhor, mas também podia ter sido pior. Frequentemente, sou o meu pior crítico…)

Enfim…

Em termos de novidades, além da já esperada (e que virá no post seguinte, espero que ainda hoje), tive várias pequenas avarias que me forçaram a gastar dinheiro, mas nada do outro mundo. A mais chata foi a do disco do meu PC principal em casa, e estive mesmo para comprar um PC novo (não só por não ter na altura a certeza de que o problema fosse mesmo do disco, como também por aquele já ser relativamente velho — eu adoro jogos de computador, e ele já não aguentava os novos), mas acabei por ter juízo e decidir comprar só um novo disco (SSD, que estão bem mais baratos do que há uns tempos) e instalar Linux (o anterior tinha Windows, sobretudo por causa dos jogos). Até ficou bem mais rápido, sobretudo por causa do disco, e, mais importante, custou-me 63€ em vez de os cerca de 1000€ que um PC novo (“de jeito”) me custaria.

De resto, ando com tão pouca cabeça para estas coisas que nem tenho lido blogs ou livros sobre o assunto. 🙁 Acabei há tempos o Financial Freedom do Grant Sabatier, e comecei o I Will Teach You To Be Rich do Ramit Sethi, mas já não lhe pego há semanas (nada de errado com o livro, é mesmo problema meu); a ver se eventualmente falo deles aqui. Acho que estou a precisar mesmo de férias; sinto a cabeça cansada, e pouca vontade de fazer coisas — felizmente, vou ter uns 6 dias para descansar no fim do mês (fim de semana prolongado + os últimos 3 dias de férias este ano).

Evolução mensal das dívidas #17 (31 de Agosto de 2019)

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 0€ (igual ao mês anterior)
  • Créditos: 27150€ (menos 260€ que no mês anterior)

Total em dívida: 27150.

Evolução desde o fim de Julho: menos 260€.

Mais um mês sem surpresas. A ver se no próximo mapa de responsabilidades (de 30 de Setembro, que deve sair perto do fim de Outubro) já terá desaparecido o crédito “pequeno”…

Gráfico:

Evolução das dívidas - Julho de 2019