De regresso das férias…

Pois, devia ter avisado que ia de férias antes das mesmas, não é? 🙂 Foi só uma semana (mais a sexta-feira anterior, dia 5 de Outubro), por isso não levei PCs e afins (a ideia era mesmo, mesmo, mesmo descansar, e acho que obtive sucesso nesse aspecto), pelo que não deu jeito estar a fazer os posts dos “gastos semanais”. Ainda não sei se faço os das duas semanas em atraso, ou se os salto… provavelmente esta segunda hipótese.

Entretanto, tenho de ver se arranjo ideias novas, relativamente a coisas sobre as quais escrever aqui… (Estou sempre aberto a sugestões, já agora.)

“Escolhe uma profissão a fazer algo que adores, e nunca vais ter de trabalhar um único dia na tua vida” — não é bem assim…

De certeza que já leram/ouviram esta frase, certo? 1 Será que faz sentido?

Eu diria: sim e não.

Sim, no sentido de que muita gente acha perfeitamente normal passar-se 40 ou mais anos da vida a fazer algo que absolutamente destestamos, que nos stressa, nos afecta até fora do trabalho, nos causa cabelos brancos e problemas cardíacos, apenas porque é “seguro” e “há tanta gente que nem emprego tem”. E essas pessoas, apesar de detestarem o emprego que têm, não fazem nada para mudar isso — nem procuram alternativas (mesmo que seja a fazer o mesmo, há empresas e empresas…), nem fazem por adquirir novos skills, nem tentam mudar de área para uma coisa de que gostem mais (por exemplo, não é o meu caso, mas alguém extrovertido e sociável pode ser bem mais feliz a trabalhar num bar do que num escritório — mesmo que o ordenado seja no início menor). Somado a isto, em muitos casos (isto, pelo que sei, é menos comum hoje em dia do que “no meu tempo”, mas ainda existe) há pais e outros familiares a avisar-nos para escolhermos o curso, e posteriormente empregos, focando-nos somente na remuneração (inicial e potencial) e carreira,  ignorando completamente a questão de gostarmos ou não disso. Por isso é, na minha opinião, do nosso interesse evitar trabalhos que detestemos e que nos façam mal, mesmo que isso implique ganhar um pouco menos. E é boa ideia procurar algo de que (pelo menos ocasionalmente) gostemos, e que nos permita ter (pelo menos de tempos a tempos) orgulho no que fazemos — mesmo que isso implique mudar de trabalho várias vezes, até encontrarmos algo decente.

Por outro lado, diria que não, em muitos casos, incluindo, de certa forma, o meu próprio. Isto porquê? Porque a frase assume que o que “adoramos”, o que nos faz felizes, há de ser necessariamente um trabalho, algo pelo qual um número suficiente de pessoas está disposto a pagar.

Mas nem sempre isso é assim. E se o que adoras é algo mais simples, como estar tardes num jardim a ler um livro  (completamente ao teu ritmo — não, não daria para seres crítico literário)? Ou fazer caminhadas sozinho/a, cada dia num sítio diferente (não, não daria para seres guia/organizador)? Ou — o que é em grande parte o meu caso, se bem que os exemplos anteriores também não me desagradam) jogar videojogos (de forma relaxante e não competitiva, por isso não daria para seres jogador profissional e/ou streamer no YouTube)?

Em resumo, e se o que realmente adoras é paz e sossego? Quem é que te vai pagar para isso?

A resposta é “ninguém vai… e ninguém tem qualquer obrigação de o fazer“.  Daí focar-me tanto na questão da independência financeira — é a única forma de um dia poder realmente fazer as coisas que me fazem feliz, sem ser um “parasita” para a sociedade. Um dia…

(Se realmente adoras fazer algo com o qual consegues ganhar a vida, algo que farias mesmo que não te pagassem para isso… fantástico; aproveita. 🙂 Eu, na adolescência, era suficientemente ingénuo para achar que a informática seria isso para mim… mas acabou por não ser o caso. Enfim, o universo não tem obrigação nenhuma de se adaptar a nós.)

Opiniões?

Gastos semanais: Semana #21 (22 a a 28 de Setembro de 2018)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 44€ – seguro de saúde (mensal)
  • 100€ – compra de supermercado
  • 40€ – levantamento de dinheiro
  • 15€ – 2 refeições

Gastos no cartão de refeição:

  • 28€ – 3 refeições

Gastos no cartão de crédito:

  • 11€ – renovaçao de um domínio (anual para esse domínio)
  • 23€ – créditos para audiobooks no Audible
  • 23€ – comics assinados no Comixology

Resultados:

Gastos totais: 284€
Gastos em entretenimento: 46€ (16.1% do total).

Tudo relativamente normal (e nada de particularmente interessante), parece-me.

Dica anti-consumismo: antes de comprar algo (não essencial), imaginar o prazer que isso irá trazer

Isto não é, obviamente, “rocket science”, nem foi inventado por mim… mas é das coisas que, comigo, costuma resultar melhor, para resistir a tentações de comprar coisas de que não preciso realmente (normalmente lúdicas, mas imagino que se aplique a “luxos” em geral).

A dica é simples: antes de comprar X, imagina o prazer/alegria que esse X te irá dar no futuro (imediato, próximo e distante). Fá-lo de forma tão honestarealista quanto possível. Assumindo que compras esse X hoje, imagina-te amanhã, imagina-te daqui a uma semana, daqui a um mês, um ano. Ainda vais estar a usar/tirar prazer disso?

Usando esta técnica, noto que frequentemente me apercebo de um ou mais dos seguintes:

  • o meu desejo actual não passa de curiosidade, que, se comprasse a coisa agora, satisfaria em minutos;
  • não vou, realisticamente, usar/querer saber disto daqui a uma semana, muito menos daqui a meses;
  • muitas vezes nem me imagino a usufruir disto amanhã. Então, de onde é que vem essa tentação toda? Pois… 🙁
  • já tenho coisas quase iguais, compradas há tempos, ainda nas embalagens (ou o equivalente digital), o que faz com que o destino provável desta seja o mesmo (e se me apetecesse realmente uma coisa deste tipo, exploraria essas que já tenho);
  • nem faço realmente tenções de usar isto; simplesmente, sinto-me em baixo por alguma razão, e estou a tentar “enganar” essa tristeza comprando algo (esta tentação ainda me é muito frequente: “estou triste, mereço um mimo“… mas já aprendi em geral a reconhecê-la e a não lhe ceder tão facilmente);
  • com o mesmo dinheiro, poderia comprar algo (em geral numa área completamente distinta da vida) que me daria muito mais alegria por muito mais tempo (ei, comprar coisas que realmente nos vão fazer felizes não é nenhum “pecado”), e/ou de que estou realmente a precisar;
  • o mesmo dinheiro poderia ser usado para pagar dívidas, poupar, investir, etc., o que teria um efeito positivo muito maior, e duradouro, na minha vida do que este objecto lúdico pelo qual me sinto tão tentado.

E é isto. Claro que somos todos diferentes, mas noto que, comigo, imaginar a alegria que algo me vai dar — tanto imediatamente a seguir à compra, como nos dias seguintes — em geral impede-me de fazer alguns disparates. Aliás, ainda hoje de manhã, antes de sair de casa, isso aconteceu. 🙂

Evolução mensal das dívidas #5 (31 de Agosto de 2018)

Saiu outro mapa, por isso vamos ver como foi desta vez… (valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 1800€ (menos 545€ que no mês anterior)
  • Créditos: 30125 (menos 235€ que no mês anterior)

Total em dívida: 31925€.

Evolução desde o fim de Julho: menos 780€.

Estou semi-vagamente quase um pouco talvez orgulhoso de mim próprio. 🙂 Entre outras coisas:

  • é o  mês consecutivo em que o total das dívidas desce;
  • é também o  mês consecutivo em que cada um dos tipos de dívida, separadamente, desce;
  • é o primeiro mapa (em anos) que lista dois cartões de crédito, em vez de três, por um deles ter sido totalmente pago (e não haver qualquer intenção de o voltar a usar — tenho de ver se há algum tipo de anuidades, caso esse em que o devo cancelar). A antecipação é que o mapa de Outubro (que deve estar disponível daqui a 2 meses) só liste um. Esse continuará a ser usado (para compras na net e afins), mas passará (depois do fim de Novembro) a ser pago a 100%, nunca mais originando juros;
  • é o total de dívidas mais baixo desde pelo menos (quando comecei a registar os totais dos mapas) Janeiro de 2017. Quase dois anos.

Em resumo: nunca é tarde demais para ganhar algum (vago) juízo. 🙂

Gastos semanais: Semana #20 (15 a a 21 de Setembro de 2018)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 24€ – 3 refeições

Gastos no cartão de refeição:

  • 8€ – 1 refeição

Gastos no cartão de crédito:

  • 16€ – comics assinados no Comixology

Resultados:

Gastos totais: 48€
Gastos em entretenimento: 15€ (31.2% do total).

Uma boa semana, parece-me. 🙂 A percentagem de gastos em entretenimento é alta somente porque os gastos totais foram invulgarmente baixos.

Gastos semanais: Semana #19 (8 a a 14 de Setembro de 2018)

Nota: como habitualmente, os valores em geral são arredondados.

Gastos na conta bancária:

  • 36€ – água (mensal)
  • 25€ – empregada
  • 44€ – electricidade (mensal)
  • 163€ – supermercado

Gastos no cartão de refeição:

  • 40€ – 5 refeições

Gastos no cartão de crédito:

  • 15€ – comics assinados no Comixology

Resultados:

Gastos totais: 323€
Gastos em entretenimento: 15€ (4.6% do total).

Desta vez portei-me melhor, acho eu. 🙂 4.6% dos gastos totais em entretenimento é até abaixo da média em que queria em geral estar. A ver se isto continua…

Ainda acho que consigo deixar de ter quaisquer dívidas em cartões no fim de Novembro. Vai ser a primeira vez em décadas… 🙂

Algumas ideias para sites (versão Setembro de 2018)

Mencionei recentemente as minhas várias tentativas de aumentar os rendimentos através de sites (normalmente mais focado em ter bastantes visitas e ganhar algum dinheiro com a publicidade, e não propriamente em vender serviços e/ou produtos), por exemplo aqui e aqui, e referi também que um dos meus grandes problemas neste aspecto é o facto de as coisas que acho piada fazer serem, relativamente, pouco populares e sem possibilidades de monetização (geradores de poesia?!?) — ou isso ou já terem bastante concorrência “entrincheirada”.

Mas, for extra fun, decidi partilhar aqui algumas dessas ideias. Não acho que sejam, em geral, grandes ideias (daí não estar minimamente preocupado com a possibilidade de alguém as “roubar”), e admito sem problemas que algumas delas teriam, no máximo, meia dúzia de utilizadores/interessados por todo o mundo. Outras, por outro lado, obrigariam a contratar pessoas a tempo inteiro (incluindo advogados), o que não estou obviamente em posição de fazer. Mas, ei, talvez os estimados leitores/as achem isto interessante, ou talvez uma ligeira alteração possa um dia tornar alguma destas coisas realmente viável.

Para terminar a introdução: algumas destas ideias são recentes, outras já tive há uma década ou mais. Nenhuma está programada, mas acredito que conseguria implementar qualquer delas, em relativamente pouco tempo (leia-se menos de um mês, pelo menos com as funcionalidades principais). Por último, nem todas são propriamente originais — algumas referem-se a reimplementar coisas que já existem, apenas pelo desafio/piada da coisa.

  1. Um agregador e comparador de preços de determinado tipo de produtos, de várias lojas online, com links (de afiliados, se possível — caso contrário, sempre se pode ganhar alguma coisa com a publicidade) para as páginas de compra dos referidos produtos nas várias lojas. Basicamente, algo como um KuantoKusta, mas mais específico, mais virado para um “nicho”, de preferência 1) pouco concorrido, e 2) idealmente do meu interesse.
  2. Um “motor” web-based para criar e jogar jogos do tipo “blobbers”/”dungeon crawlers”) (ex. Bard’s Tale, Wizardry). É um género de jogos que adoro desde 1987, quando joguei o primeiro Bard’s Tale no ZX Spectrum (em cassete!), e que mesmo hoje em dia me relaxam bastante, mas (fora alguns novos lançados na 3DS e Vita, e uns remakes, tais como os Bard’s Tales acima linkados), em geral é preciso andar a “brincar” com emuladores, e acho que inventar uma forma mais genérica de não só os jogar online, usando um browser (acessível mesmo por telemóvel), como também ferramentas de criação de novos jogos deste género, seria interessante. É um género de jogos que, por não ser em tempo real, até se adaptam bem a ser jogados num browser, e poderia suportar milhares de jogadores em simultâneo (sem multi-jogador a sério, apenas o equivalente a “high scores”, e talvez um fórum ou chat) E, que eu saiba, não existe nada deste género no mundo…
  3. Um site de encontros/conhecer pessoas que realmente permitisse fazer pesquisas “de jeito”. Não uso propriamente estes sites agora, mas há uns bons anos usava os da altura, e achava incrivelmente decepcionante o facto de não haver nenhuma forma de procurar por pessoas com determinadas características, interesses, gostos, etc.; só coisas “superficiais” como idade e localização. Infelizmente, parece que estava em absoluta minoria, já que (talvez por o Facebook ter “ganho” em termos de rede social) a tendência desse tipo de sites tem sido ficarem ainda mais e mais “superficiais” — parece que, actualmente, qualquer coisa que ultrapasse “ver montes de fotos e arrastar cada uma para um lado ou para outro” já é muito complicado… Com essas tendências, não me parece que um site focado em “conhecer pessoas interessantes” em vez de apenas “combinar cafés com o maior número de gente possível, ligando só à foto”, fosse ter grande sucesso… mas quem sabe, talvez exista essa lacuna. Pelo menos ter-me-ia sido útil há uns bons anos. 🙂 Por outro lado, este é o tipo de site que mais precisaria de uma equipa permanente a mantê-lo, incluindo, mais uma vez, advogados (ainda mais com as recentes leis advindas de pânicos relacionados com a privacidade), por isso para já está fora de questão.
  4. Um gerador de “profecias” tipo Nostradamus. Não, eu não regulo bem. 🙂 Este até já está mais ou menos feito (grande parte do código veio do gerador de poesia), apenas falta “conteúdo” para gerar coisas mais variadas, em vez de começar rapidamente a repetir frases. Anyway, daqui não viria dinheiro nenhum, seria só mesmo pela piada.
  5. Um gerador de mapas de “masmorras” (nota-se muito que sou um bocado geek?).
  6. Uma versão deste blog em inglês (em que cada post neste teria um equivalente no outro). Mas acho que isso me faria escrever menos (por ter de fazer cada post em duplicado), além de que em inglês já há imensa coisa sobre independência financeira e afins. Mesmo assim, talvez um dia.

Outros sites que há anos tinha pensado fazer (e até cheguei a escrever algum código), mas que entretanto já acho que não fazem sentido, incluem:

  • Um gerador/analizador de passwords, com a ideia de as fazer difíceis de adivinhar por “força bruta”, mas relativamente fáceis de decorar. Hoje em dia, quase toda a gente usa serviços como o LastPass, e quem leva a segurança mais a sério junta a isso um autenticador como o Google Authenticator, pelo que acho que já não faz grande sentido.
  • Uma ferramenta web para “testar” sites em termos de SEO (Search Engine Optimization). Já há muita coisa, também, e acho que o meu não iria trazer nada de especial.

E para já é tudo. Opiniões? 🙂