Evolução mensal das dívidas #17 (31 de Agosto de 2019)

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 0€ (igual ao mês anterior)
  • Créditos: 27150€ (menos 260€ que no mês anterior)

Total em dívida: 27150.

Evolução desde o fim de Julho: menos 260€.

Mais um mês sem surpresas. A ver se no próximo mapa de responsabilidades (de 30 de Setembro, que deve sair perto do fim de Outubro) já terá desaparecido o crédito “pequeno”…

Gráfico:

Evolução das dívidas - Julho de 2019

Acumulação vs. Investimento: mês #7

(NOTA: como falado aqui, neste momento os valores da acumulação são fictícios, já que estou a acumular mais, e parei de investir (mantendo só o que já existe) de forma a pagar os créditos mais depressa. Desta forma, os “100%” são o valor que lá estaria se tivesse continuado a acumular tanto quanto invisto, o que aconteceu realmente durante os 6 primeiros meses. Mesmo assim, acho que esta experiência continua a ter piada.)

Meses de acumulação e investimento: 7

Acumulação: 100%

Investimento: 102,73%, dos quais 0.94% são resultado de dividendos, e que já excluem 0,12% (do valor total dos investimentos) retirados por tarifas do ETFmatic.

Gráfico:

Acumulação vs. Investimento: mês #7

 

Evolução mensal das dívidas #16 (31 de Julho de 2019)

Era para ter sido ontem, mas afinal é hoje. 🙂

(valores ligeiramente arredondados, como sempre.)

  • Cartões de crédito: 0€ (menos 75€ que no mês anterior)
  • Créditos: 27410€ (menos 260€ que no mês anterior)

Total em dívida: 27410.

Evolução desde o fim de Junho: menos 335€.

O costume, mais uma vez. O próximo deve ser semelhante, mesmo que entretanto já tenha despachado o crédito “pequeno”, já que os mapas de responsabilidades saem uns 20 dias depois da data a que se referem (neste caso, por exemplo, saiu no sábado passado). A ver se o seguinte tem uma diferença maior. 🙂

Gráfico:

Evolução das dívidas - Julho de 2019

Novidades (fim de Agosto)

Estive de férias cerca de uma semana (regressei a meio da semana passada), daí a recente ausência de posts. Mas vamos lá…

Obrigado a todos/as pelos comentários no meu último post, Mudança de planos!; é bom ver que ainda ainda me fazem companhia nesta aventura. 🙂

Como disse nesse post, a ideia para já é pagar o crédito “pequeno” na totalidade, e depois começar a juntar para fazer amortizações ao “grande” sempre que possível. Relativamente a esse primeiro crédito, posso dizer que neste momento já tenho acumulado cerca de 75% do valor ainda em dívida, pelo que, tentativamente (é possível que ainda demore mais um mês, para ser mais “à vontade”) dará para eliminar o referido crédito no fim de Setembro. Com isso, é como se fosse “aumentado” em cerca de 80€ mensais, além de ainda poupar uns trocos em juros, no total. E o gráfico da evolução das dívidas passará a ter só uma cor. 🙂

Sem ser isso, não há grandes novidades. A Serra da Estrela continua um espectáculo (já lá passo férias desde os 8 anos ou isso, parte da família vem de lá), e ir de comboio, além de ficar em casa da família, permitiu reduzir bastante os gastos, o que é sempre bom — e, mesmo assim, em Julho e Agosto gastei mais do que queria ter gasto. Mas nos próximos meses recupero.

Estou actualmente a ler este livro; é de ficção histórica (faz-me lembrar o Shogun do James Clavell, por exemplo), mas indirectamente até tem a ver com finanças/bolsa — o esquema, lá para 1720, da South Sea Company para inflacionar as suas acções, e a resultante “bolha”, aconteceram mesmo, e muita gente perdeu muito dinheiro. Tem piada ver como estas coisas não são novas… (Curiosamente, descobri o autor por ele ter escrito um comic da Marvel, há uns anos, ao qual achei bastante piada. E ainda dizem que não se aprende nada com comics mainstream. 😛 )

Ah, e ainda devo fazer o post da evolução das dívidas hoje. Até logo! 😉

Mudança de planos!

Sim, com ponto de exclamação e tudo. 🙂

Já fui aqui várias vezes desafiado (por exemplo, pela ateiados20maisx (boas férias! 🙂 ), ou pelo B. Alves), a agir de forma mais “drástica” no sentido de me livrar dos créditos mais cedo, e eu sempre respondi que “ia ver” — em parte para não afectar a experiência Acumulação vs. Investimento, em parte por inércia, e em parte por também não querer estar a falar do que não sei — como, neste caso, a questão de como funcionam as amortizações parciais de um crédito.

Relativamente a esta última questão, tinha mencionado aqui que tinha posto a questão à empresa de crédito do crédito “grande” como funcionava isso, e tive hoje a resposta: é possível tanto reduzir as prestações, como reduzir o número total de meses, como reduzir ambos de uma vez (reduzindo menos cada coisa, obviamente). Até obtive uma simulação: se, na situação actual, amortizasse uns 5000€, isso poderia a) baixar a prestação em aproximadamente 100€, ou, em alternativa, b) reduzir o crédito em quase 20 meses (ainda faltam uns 7 anos, se deixar ir até ao fim).

A primeira hipótese parece-me bastante atraente — nem tanto numa de ter mais dinheiro “para gastar” (afinal, a ideia não é essa), mas sim pelo efeito “bola de neve” que isso provocará — no exemplo acima, se amortizasse em 5000€ e com isso “sobrassem” mais 100€ todos os meses, então demoraria menos tempo a juntar os 5000€ seguintes, que me permitiriam reduzir mais ainda a prestação… e, repetindo isto umas 4-5 vezes, acabo com o crédito. (Quem diz 5000€ diz qualquer outro valor, mas não sei se compensará estar a fazer isto “a conta gotas”, tipo uns 200-400€ todos os meses; os 5000€ parecem-me um valor razoável, e atingível em tempo útil).

(Nota: é possível que até compensasse mais a outra opção, de tirar meses do fim do crédito, em termos de juros pagos no total, mas eu preferia mesmo algo que fizesse diferença mais cedo. Se estiver a dizer algum disparate, digam!)

Isto implica, então, que:

  1. a prioridade passa a ser poupar dinheiro até este atingir os 5000€ (o que ainda deve demorar um ano ou mais, assumindo que não aumento os rendimentos de alguma forma, nem entra nenhum dinheiro extra). Isto significa que…
  2. … os investimentos ficam em stand-by (com uma pequena excepção — no mês que vem ainda vou juntar mais um pouco ao ETFmatic, só para ficar um valor total investido “redondo”). Podia até vender os que tenho e chegar aos 5000€ uns bons meses mais cedo, mas para já prefiro deixá-los como estão, a aumentar (espero eu) apenas graças a subidas nos mercados e a dividendos. (Não é garantido que não mude de ideias nos próximos tempos, no entanto.) Isto implica também que…
  3. … a experiência Acumulação vs. Investimento, que vou manter, vai passar a ter valores fictícios na parte da Acumulação. Ou seja, para a experiência, é como se tivesse acumulado exactamente o mesmo que investi, apesar de na realidade estar a acumular bem mais todos os meses (a partir de agora), e a investir zero (até acabar com os créditos). E, por último…
  4. … já mencionei que era mesmo, mesmo interessante aumentar os rendimentos? 😉

Vamos ver, então, quanto tempo demoro a juntar 5000€. 🙂 Desde que não se avarie nada entretanto…

EDIT: já agora, não o mencionei acima, mas, sendo assim, vou primeiro tratar do crédito “pequeno, actualmente pouco mais de 1000€, quantia essa que espero juntar nos próximos meses (3 ou 4, talvez). Eliminando isso, já são menos uns 80€ de despesas mensais, o que vai ajudar a acelerar o resto. 🙂

“Independência financeira/reforma antecipada? Mas eu GOSTO do meu trabalho…”

Na comunidade de independência financeira na Internet usa-se frequentemente o termo “FIRE” (às vezes escrito como “FI/RE”), sendo isso um acrónimo para “Financial Independence/Retire Early” 1. Independência financeira é não precisar de trabalhar por dinheiro; Reforma antecipada 2 é, supostamente, parar de trabalhar anos ou décadas antes da altura “normal” (por vezes tão cedo como os 20s ou 30s), vivendo somente dos investimentos e/ou rendimentos passivos. E, para muita gente na comunidade, estas coisas estão interligadas, de tal forma que se assume que o (único, ou pelo menos principal) objectivo da independência financeira é parar de trabalhar.

Mas as pessoas são todas diferentes (e ainda bem), pelo que é normal aqui haver quem diga algo como:

  • “Eu gosto do meu trabalho: gosto mesmo do que faço, das pessoas, etc., e não quero deixar de trabalhar, mesmo que já não precise do dinheiro.”
  • “Eu não trabalho só pelo ordenado; trabalho porque preciso de me sentir útil e realizado/a, e não ia gostar de estar permanentemente “de férias” para o resto da vida.”
  • “Ir-me-ia aborrecer tendo tanto tempo livre, sem nada para fazer. Até numas férias de 15 dias já me sinto aborrecido/a nos últimos dias — quanto mais se isso fosse para sempre!”

E tudo isto são pontos válidos.

A resposta a isto é, naturalmente, esta: a reforma antecipada não é obrigatória. Não somos obrigados a passar o resto da vida numa praia a beber margaritas de manhã à noite. 🙂 Só porque a reforma antecipada é o objectivo de muita gente na comunidade, não quer dizer que seja inseparável da independência financeira. Mas esta última é, a meu ver, desejável mesmo para quem não queira deixar de trabalhar, e acho que esta citação do Mr. Money Mustache resume tudo: o trabalho é melhor quando não precisamos do dinheiro.

Quando não precisamos do dinheiro, podemos escolher o trabalho que quisermos, que nos faça mais felizes e nos deixe mais realizados, sem estarmos com preocupações tipo “queria deixar este trabalho que detesto e me deixa sempre stressado/a, mas não posso… pelo menos é bem pago e é um emprego seguro.” Queres trabalhar num bar? Ser pet sitter? Dar aulas de mergulho? Escrever? Compor música? Criar um canal de jogos no YouTube? Tudo isso passa a ser viável: já não és obrigado a manter o emprego (mais bem pago e “seguro”) que só te causa dores de cabeça e cabelos brancos, e não te deixa tempo nenhum para a família. E se experimentares fazer uma coisa e afinal não gostares, podes passar à seguinte, sem medos.

(Pondo a coisa de outra forma: e se todos os trabalhos pagassem o mesmo? O que é que escolherias fazer? Atingindo a independência financeira, é como se assim fosse.)

Quando não precisamos do dinheiro, podemos tratar as chefias como iguais, em vez de bichos-papões que têm o poder de nos “lixar” a vida. Perde-se o medo e ganha-se dignidade, já que nunca temos de nos sujeitar a atitudes abusivas da parte dos outros — sejam colegas, seja o CEO da empresa.

E quando não precisamos do dinheiro, podemos mais facilmente tirar dias para tratar de questões pessoais, descansar, estar com a família, etc.. E quem diz dias, diz meses ou anos, se necessário — por exemplo, para fazer uma viagem de sonho, ou conhecer a fundo a cultura de outro país que sempre nos intrigou, ou estarmos realmente presentes nos primeiros anos da vida de um filho. Depois disso, não custará voltar a trabalhar, se o quisermos — e onde quisermos.

No meu caso, a independência financeira ainda está longe (se não aumentar os rendimentos, nem sei se lá chego antes da idade de reforma, por isso tenho de o fazer), mas, imaginando-me nessa situação, acho que, depois de descansar uns tempos (e pôr várias coisas, lúdicas e não só, em dia), voltaria a “trabalhar” — mas, espero eu, mais em projectos pessoais e/ou como freelancer, sem ter de ir 8 horas por dia para algum sítio. A ver se lá chego. 🙂