Acumulação vs. Investimento: mês #7

(NOTA: como falado aqui, neste momento os valores da acumulação são fictícios, já que estou a acumular mais, e parei de investir (mantendo só o que já existe) de forma a pagar os créditos mais depressa. Desta forma, os “100%” são o valor que lá estaria se tivesse continuado a acumular tanto quanto invisto, o que aconteceu realmente durante os 6 primeiros meses. Mesmo assim, acho que esta experiência continua a ter piada.)

Meses de acumulação e investimento: 7

Acumulação: 100%

Investimento: 102,73%, dos quais 0.94% são resultado de dividendos, e que já excluem 0,12% (do valor total dos investimentos) retirados por tarifas do ETFmatic.

Gráfico:

Acumulação vs. Investimento: mês #7

 

4 comentários em “Acumulação vs. Investimento: mês #7”

  1. O exercicio mensal de ver a rentabilidade de um investimento passivo é tão divertido como estar no jardim a ver a relva a crescer, eheheh. Mas é mesmo assim. Isto é uma coisa que só se vê passados muito anos.

    Uma sugestão: alterar a escala do gráfico de forma a não parecer uma linha recta (por exemplo colocar de 80 a 120, para já. Não faz grande sentido começar em zero. Se pensarmos no drawdown histórico que houve em 2008 foi de cerca de 40%. Se a carteira tivesse obrigações nem chegava perto disso.

    Abraço e continuação de bons investimentos.

    1. Concordo que não é a coisa mais fascinante do mundo. 🙂 A minha ideia inicial era mais “desmistificar” toda a questão dos investimentos, já que, por tudo o que já li e ouvi (tanto em na net portuguesa como cara-a-cara), há muito a ideia de que investir é algo semelhante a jogar num casino, que a qualquer momento se perde tudo e não há como recuperar, que a volatilidade é imensa, etc., e por isso as pessoas preferem investimentos “seguros” que não rendem virtualmente nada (nem sequer compensam a inflação). Queria mostrar que isso não tem de ser assim. Infelizmente, dada a recente decisão de primeiro acabar com os créditos pessoais, isto vai ficar ainda menos excitante, pelo menos durante uns anos… mas é a vida. Quem não ache piada a esta série de posts, sugiro que os “salte” sempre que vir um título a começar por “Acumulação”. 🙂

      Tens razão quanto à escala do gráfico; vou ver se mudo isso na próxima vez. Obrigado pela sugestão. 🙂

  2. Para esse tipo de incertezas, que são normais, o melhor é ver performances agregadas. Ou seja, as rentabilidades do mercado agrupadas por 3 anos, 5 anos, 10 anos, etc.
    E não apenas assim, mas também performances “rolantes”.
    Ou seja, períodos de 5 anos por exemplo de 1950-1954; 1955-1959; 1960-1964 mas dentro do 1950-1954 também 1951-1955; 1952-1956; 1953-1957, etc.
    Isto permite duas coisas: uma é ver como, afinal, não é tão inseguro quando se analisa algo, por exemplo, a 10 anos (é surpreendente como quase não há períodos negativos). A outra é olhar para esses 10 anos e, dentro de uma década, ver como seria se se tivesse começado em 2000, 2001, 2002, etc. (isto para ver o pior cenário possível, aquele azar de começarmos no “momento errado”).
    O livro The Inteligent Asset Allocator tem alguma análise dessa. É excelente ver por esse prisma.
    Eu tenho o livro mas também está no scribd, se fores subscritor. isto que digo está logo nos primeiros dois ou três capítulos. Vale a pena ler essa parte.
    Abraço

    1. Olá. Sim, *tecnicamente* o melhor será olhar para o histórico de vários anos/combinações de anos no passado, e isso, com um pouco de “googlanço”, está ao alcance dos leitores do blog. 🙂 Mas (pelo menos, na minha experiência), ao falar-se de valores/médias do passado, há sempre quem fique de pé atrás, que trate isso como “mera teoria”.

      Eu queria (e ainda quero) mostrar como isto funciona para uma pessoa real (mesmo que anónima), com quem podem falar, fazer perguntas, etc., e queria também mostrar como se deve realmente reagir a uma depressão/crash, quando eventualmente houver um: que é possível não entrar em pânico e vender tudo a 50% do que se pagou, com medo que ainda desça mais — pelo contrário, mantendo a cabeça fria, é possível comprar acções “em saldos” nessas alturas. E isto sem ser nenhum tipo de “génio financeiro” (muito pelo contrário — afinal, tenho as dívidas que ainda tenho). Acho que “eu estou a fazer” é mais convincente do que falar do que os outros fizeram no passado.

      Mais um livro para investigar, obrigado. 🙂

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